Maioria do mercado avalia que BC deveria interromper cortes na Selic em novembro
A maioria das instituições financeiras e consultorias entrevistadas pelo Banco Central (BC) avaliam que o Comitê de Política Monetária (Copom) deveria interromper os cortes na taxa básica de juros no próximo encontro, em 3 e 4 de novembro.
O BC compartilhou as estatísticas das respostas do Questionário Pré-Copom (QPC), que subsidiam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa Selic.
A diretoria colegiada do Banco Central decidiu, na quarta-feira (16), cortar a taxa de juros de 14% ao ano para 13,75% ao ano.
Segundo o levantamento, 111 instituições financeiras e consultorias responderam que esperavam que o Banco Central cortasse a taxa de juros em 0,25 ponto percentual na reunião da semana passada.
Outras três disseram que haveria manutenção da Selic no mesmo patamar.
Para o próximo encontro, de novembro, há 53 casas que esperam um corte adicional de 0,25 ponto percentual na taxa básica.
Foram 60 respostas que previam a interrupção do ciclo de flexibilização monetária.
Uma instituição questionada disse que a diminuição seria de 0,5 ponto percentual.
Quando questionadas o que a diretoria colegiada deveria fazer, há 77 que acham que o Copom deveria ter reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual em setembro contra 33 que defendiam uma manutenção.
Um dos entrevistados acha que o colegiado deveria ter reduzido em 0,5 ponto percentual no último encontro.
Para a reunião de novembro, são 68 que defendem uma manutenção da Selic em 13,75%.
Outros 39 avaliam como apropriada uma nova redução de 0,25 ponto percentual.
Dois respondentes afirmam que o BC deveria cortar em 0,5 ponto percentual.
A autoridade monetária perguntou sobre qual a estimativa para o impacto do El Niño sobre a inflação do Brasil em 2026 e 2027.
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