Fachin faz nova rodada de consultas internas e alas do STF discutem cenários para relatório sobre Moraes
Veja comentário de Miriam Leitão sobre crise no STF Após cancelar pelo segundo dia consecutivo a sessão plenária, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a tarde desta quinta-feira (10) em consultas internas.
Fachin recebeu seis ministros no gabinete da Presidência e, entre análise de cenários para estancar a crise sem precedentes, também ouviu impressões sobre o rito para a sessão de terça-feira (15) que vai discutir se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
Na rodada de conversas da tarde desta quinta, Fachin esteve com Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Nunes Marques e Luiz Fux – os dois últimos conversaram juntos com o presidente.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também esteve na Presidência.
Segundo um ministro, Fachin tem "escutado muito e falado pouco".
No fim da noite, Fachin foi até o gabinete da ministra Cármen Lúcia para mais conversas.
Situação inédita O caso é inédito no STF.
A decisão de Fachin de levar para análise do plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes intensificou articulações de bastidores e apostas sobre apoio ou não para abrir uma investigação contra o ministro.
Até agora, seis votos são considerados mais consolidados.
Os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, e Cristiano Zanin são apontados como pontos alinhados com Moraes.
André Mendonça contaria com o apoio de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
Mendonça, Moraes e Fachin Reprodução Nos bastidores, há incerteza sobre os votos de Fachin e Cármen Lúcia, que têm recebido acenos dos dois lados.
O ministro Dias Toffoli teria indicado a colegas que a tendência é não participar, já que o caso é desdobramento do Master e ele tem se declarado suspeito de votar em desdobramentos desde que deixou a relatoria das investigações.
Há quem defenda que o ministro pode votar, no entanto, sendo que a discussão envolve questões processuais, como o modelo para investigação de um integrante da Corte.
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