Seconci afasta três diretores do Conjunto Hospitalar de Sorocaba após denúncias e comissão da Câmara
Comissão da Câmara de Sorocaba (SP) aponta falhas em hospital estadual Reprodução/TV TEM Três diretores do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) foram afastados pelo Serviço Social da Construção (Seconci) após uma sindicância interna na unidade.
A informação foi confirmada nesta quinta-feira (20).
De acordo com o Seconci, os profissionais afastados são Rodrigo Lisboa, Bruno Toldo e Marcelo Duarte.
O pedido de afastamento foi feito pela Secretaria estadual da Saúde. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O CHS é alvo de uma série de reclamações e denúncias de pacientes, além de uma comissão da Câmara de Sorocaba, aberta para acompanhar os problemas no hospital.
Relatório da Câmara aponta mortes, falta de leitos e divergências financeiras no CHS O Seconci ainda informou que a medida ocorre em cumprimento às suas regras de governança e compliance, e que o afastamento ocorre de forma preventiva enquanto os fatos são apurados em relatório.
"A unidade também conduz uma investigação interna para o esclarecimento integral das ocorrências apontadas", ressalta.
A instituição também reforçou que a continuidade dos "serviços na unidade hospitalar está garantida, sem prejuízo à assistência prestada à população".
Procurados, Rodrigo Lisboa, Bruno Toldo e Marcelo Duarte disseram apenas que o Seconci se manifestaria sobre o caso.
LEIA TAMBÉM: Relatório da Câmara aponta mortes, falta de leitos e divergências financeiras no CHS em Sorocaba MP aponta irregularidades no Conjunto Hospitalar de Sorocaba e vai cobrar estado e gestora quanto a melhorias Denúncias e polêmicas No começo de agosto, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por meio do promotor Thiago Ramos, afirmou não ter dúvidas sobre os problemas no hospital.
"Nós ouvimos alguns servidores do conjunto que relataram problemas, especialmente deficiências nas equipes de enfermagem, nas equipes de limpezas, problemas estruturais, principalmente nos elevadores e na climatização do prédio.
E na verdade essas informações corroboraram com informações que já tínhamos, acompanhando com órgãos de fiscalização, como Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) e Cremesp, que apontam as irregularidades e com isso, passamos a cobrar providências do Seconci e da Secretária de Estado." O representante do MP-SP também comentou sobre a sobrecarga relatada pela equipe ouvida.
"Há evidentes prejuízos, servidores relatando que em muitas vezes tem que escolher entre uma função e outra, entre dar banho pro paciente ou dar medicamento pro paciente, porque não dá pra fazer tudo dentro do horário.
E isso, evidentemente, causa prejuízo no atendimento à população.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.