Redenção de Carlos Miguel e erro grosseiro de Marcão
Carlos Miguel olhou fixo para Nonato.
E, quando o árbitro apitou, ele jogou os seus 2m04 para o lado esquerdo, lá onde havia ido o chute do jogador do Fluminense.
Defendeu até com certa facilidade o quarto pênalti cobrado pelo Fluminense.
O Palmeiras, perfeito, havia acertado as suas quatro cobranças.
A classificação ficou nos pés de Marlon Freitas, que, como os companheiros anteriores, foi muito feliz.
5 x 3.
Palmeiras está na final da Libertadores, como no ano passado, agora pela quarta vez em sete anos.
Se o Palmeiras acertou tudo na decisão por pênaltis, o Fluminense, de Marcão, cometeu um erro recorrente: deixou Hulk, o melhor batedor, a estrela do time, para cobrar a última penalidade da série de cinco.
Esta é uma tese que já se mostrou errada várias vezes.
Na Copa de 2022, foi assim: decisão por pênaltis contra a Croácia, Marquinhos e Rodrigo erraram, o Brasil foi eliminado e Neymar, o melhor cobrador de faltas do mundo, ficou de fora.
Hulk deveria ter sido o primeiro a bater, principalmente porque o Palmeiras iniciou as cobranças, o que, em caso de acerto, é sempre uma pressão psicológica a mais.
Os pênaltis defendidos por Carlos Miguel servem para que ele recupere o prestígio diante da torcida, após alguns erros – contra o Cerro Portenho, por exemplo – que causaram preocupação.
Mas ele está se dando bem nos pênaltis.
É a segunda decisão – a primeira foi contra a LDU. quando defendeu duas cobrança – e a segunda vitória.
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