“O que acontece na sala 2601?”: buscas no Google ligadas a Flávio Bolsonaro explodem nas redes
A sala 2601 de um edifício comercial em Águas Claras, no Distrito Federal , passou a ganhar destaque nas redes sociais em meio à disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A repercussão ocorre após reportagens apontarem que o endereço reúne empresas ligadas ao senador e a pessoas investigadas no esquema de descontos associativos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) .
A pergunta “o que acontece na sala 2601?” ganhou força nas buscas na internet nesta quinta-feira (22), impulsionada por publicações de apoiadores de Lula.
A mobilização procura chamar a atenção para as conexões empresariais e financeiras atribuídas a Flávio e a investigados no caso do INSS.
O endereço fica no edifício Connect Towers e foi citado em uma reportagem publicada pelo portal ICL em setembro.
Segundo a publicação, o local abriga a Bravo Grafeno , empresa que comercializa capacetes e viseiras e tem entre seus sócios Flávio Bolsonaro e o irmão dele, Carlos Bolsonaro .
O mesmo endereço também foi apontado como sede de 16 empresas relacionadas a Antônio Carlos Camilo Antunes , conhecido como Careca do INSS , investigado por suspeita de participação no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
A coincidência de endereços, por si só, não comprova irregularidades ou vínculos operacionais entre todas as empresas instaladas no local.
O caso, porém, ganhou dimensão política diante de outras apurações que envolvem o senador e o advogado Willer Tomaz.
Investigação do INSS apura descontos de até R$ 6,3 bilhões A Operação Sem Desconto investiga um esquema de cobranças associativas não autorizadas que pode ter provocado prejuízos de até R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas.
A Polícia Federal apura a participação de entidades, intermediários e possíveis conexões com agentes públicos.
Nesse contexto, a relação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz passou a ser examinada a partir de documentos e registros financeiros.
Segundo reportagem do UOL, e-mails obtidos pela Polícia Federal indicam que os dois compartilhavam uma conta bancária no Santander.
Ambos negam essa relação nos termos apresentados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.