Tarcísio defende leis mais duras e critica ‘porta giratória’ das audiências de custódia
O governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quarta-feira, 26, durante sabatina de VEJA, o endurecimento da legislação penal e criticou a chamada “porta giratória” das audiências de custódia.
Ele mencionou “uma série de benefícios” concedidos a quem pratica crimes com penas máximas menores que oito anos, que não levam, de primeiro plano, ao regime fechado.
“Também é fundamental pensar na mudança de legislação.
Crimes de menor potencial, que têm penas inferiores a oito anos, acabam proporcionando uma série de benefícios, que geram a sensação de baixo risco para o criminoso.
A gente não pode prender um criminoso que roubou o celular 30, 35 vezes.
É o que está acontecendo hoje.
A gente prende, leva para a Justiça, ele é liberado em uma audiência de custódia.
Prende de novo, leva para a Justiça, ele é liberado em uma audiência de custódia.
Você gasta um recurso importante e fica a sensação de enxugar gelo”, disse na sabatina ao ser questionado sobre roubos de celulares e outros crimes praticados nas ruas.
O governador mencionou projetos de lei já apresentados e diálogos dos governadores do Sul e do Sudeste com as chefias do Senado e da Câmara.
A competência de legislar sobre a lei penal é da União, mas as forças de segurança que lidam com os crimes comuns de rua (assaltos, roubos, furtos) são subordinadas aos estados.
Um levantamento divulgado em março deste ano pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que 78,8% dos brasileiros têm medo de terem seus celulares roubados na rua.
Tarcísio defendeu que a segurança pública tenha mais investimento em tecnologia e disse que está capacitando mais agentes das forças de segurança para fazerem o patrulhamento urbano de motocicleta, o que dá mais agilidade do que a viatura.
“Nos últimos dois, três meses, prendemos mais de mil pessoas relacionadas à gangue de quebra-vidro.
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