Brasil tem recorde de empresas em recuperação judicial
O número de empresas brasileiras em recuperação judicial atingiu o maior patamar da série histórica do Monitor RGF-BIZDOC, iniciada em julho de 2023, com dados referentes ao segundo trimestre daquele ano.
Ao final de junho, 6.341 companhias estavam nessa situação na base restrita do levantamento, que exclui microempresas, filiais e negócios inativos.
O estoque cresceu 6,2% no primeiro semestre, abaixo dos 7,3% registrados no mesmo período de 2025.
Na base completa, que reúne todos os CNPJs com registro de recuperação judicial, a alta chegou a 8%.
Casos de grandes empresas como Oi e Braskem ajudam a dar dimensão ao ambiente de deterioração financeira.
A Braskem passou a preparar uma recuperação extrajudicial depois de buscar proteção contra credores.
A petroquímica enfrenta uma combinação de crise global no setor, dívida elevada e problemas específicos da companhia.
A alavancagem da Braskem, relação entre a dívida líquida e a geração de caixa, saltou de 0,94 vez em 2021 para 14,74 vezes em 2025.
No primeiro trimestre de 2026, alcançou 16,81 vezes.
A dívida líquida da companhia é estimada em aproximadamente 9,4 bilhões de dólares.
Continua após a publicidade Além do endividamento em dólar, a empresa é pressionada pela dependência da nafta, pelos passivos relacionados ao afundamento do solo em Maceió e pelas dificuldades de sua operação no México.
A crise global da petroquímica, provocada pelo excesso de capacidade produtiva, derrubou as margens de grandes grupos, mas a Braskem foi a única entre as principais companhias do setor analisadas pela RGF-BIZDOC a chegar ao default e à proteção contra credores.
Crise avança entre empresas menores Os dados mostram uma mudança no perfil da insolvência empresarial.
O crescimento das recuperações começa a desacelerar entre empresas grandes e muito grandes, mas ganha força entre micro, pequenas e médias companhias.
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