Marca d’água do Claude é burlada após lançamento; entenda
A nova marca d’água invisível do Claude mal havia sido detalhada pela Anthropic quando começaram a surgir formas de contorná-la.
Desenvolvedores passaram a divulgar ferramentas e métodos capazes de enfraquecer ou remover o sinal.
As técnicas incluem reescrita por outros modelos de inteligência artificial, mudanças na estrutura das frases, substituição de palavras e até tradução para outro idioma antes de voltar ao texto original.
Entre as primeiras iniciativas está o projeto Watermarks Remover , criado pelo desenvolvedor Guillaume Meyer e publicado no GitHub.
A ferramenta usa outros modelos de linguagem para reescrever o texto, trocar palavras e reorganizar trechos.
Essas mudanças alteram o padrão estatístico deixado pelo Claude e podem dificultar a detecção.
Meyer afirmou à WIRED que apoia a identificação de conteúdos gerados por IA, mas critica o uso de marcas d’água invisíveis.
Segundo ele, sistemas de detecção podem levar a falsos positivos e prejudicar quem usa IA apenas para revisar ou aprimorar textos.
Outros desenvolvedores testaram caminhos semelhantes.
O engenheiro de software Erik Hughes disse ter criado em cerca de 15 minutos uma ferramenta que combina mudanças na estrutura das frases com manipulação de caracteres.
Já o pesquisador Leon Chlon mostrou que a tradução também pode enfraquecer o sinal.
A técnica consiste em passar o texto para um idioma com estrutura diferente, como o árabe, e depois traduzi-lo de volta.
Leia também: R$ 40,5 mil por mês: onde estão os empregos em tecnologia no Brasil? Como funciona a marca d’água do Claude O sistema interfere de forma sutil nas palavras escolhidas pelo modelo, criando uma espécie de assinatura estatística que pode ser reconhecida posteriormente por ferramentas de detecção.
A tecnologia usada pela Anthropic se chama SynthID e foi desenvolvida pelo Google DeepMind.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.