Braskem entra com pedido de recuperação extrajudicial, dizem fontes
A empresa petroquímica Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo nesta segunda-feira (24).
A informação foi confirmada ao CNN Money nesta manhã por duas fontes a par da negociação.
IA generativa ainda não gera retorno para maioria das empresas, diz estudo Varejistas derretem na Bolsa enquanto juros altos pressionam empresas Brasil teve retrocesso na gestão da política fiscal, afirma Zeina Latif A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite à empresa negociar diretamente com os credores e levar posteriormente o acordo à Justiça para homologação.
Se não conseguir o apoio necessário, o processo pode ser convertido em recuperação judicial.
Há pouco mais de um mês, a empresa já estava em discussão com credores sobre a necessidade de uma reestruturação na estrutura de capital.
Em junho, as agências de rating Fitch e S&P Global decidiram rebaixar a nota para papéis da companhia petroquímica, citando as dívidas e o anúncio de que a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo havia aprovado o pedido de tutela cautelar feito anteriormente pela empresa .
Passados os 60 dias, o prazo de proteção contra execuções de credores chegou ao fim nesta segunda-feira, sem que um acordo para reestruturar suas dívidas tenha sido fechado.
Segundo apuração da CNN , os bancos exigiram garantias envolvendo ativos da própria Braskem e a contratação de um empréstimo de US$ 700 milhões.
A empresa recusou o novo financiamento.
A proposta apresentada por uma de suas controladoras, a IG4, prevê o alongamento por cinco anos das linhas atuais e carência de juros por 30 meses.
O desenho não prevê redução do principal da dívida, o chamado haircut, nem conversão da dívida dos bancos em participação acionária.
Motivos para dívida A decisão anunciada hoje foi pressionada por um momento econômico desafiador.
O setor petroquímico enfrenta excesso de oferta global, margens menores e demanda fraca.
Na Braskem, o custo dos produtos vendidos chegou a consumir cerca de 96% da receita líquida.
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