Diretor que criticou plano de Infantino deixa cargo na Fifa
Gianni Infantino, presidente da Fifa, desiste de criar empresa com capital privado para gerenciar a Copa do Mundo Kevin Lamour não é mais diretor de operações da Fifa.
O dirigente deixou o cargo nesta segunda-feira, semanas após criticar publicamente o plano de Gianni Infantino para buscar investimento privado nos torneios da entidade.
Em nota, a Fifa confirmou a saída de Lamour, mas evitou entrar em maiores detalhes sobre o desligamento. — A FIFA pode confirmar que a relação de trabalho entre a FIFA e Kevin Lamour, como Diretor de Operações da FIFA, terminou em 17 de agosto de 2026.
A FIFA agradece a Kevin por seus dois anos de serviço e deseja-lhe boa sorte para o futuro.
Nenhum comentário adicional será feito sobre o assunto.
Kevin Lamour atuava como diretor de operações da Fifa desde novembro de 2024.
Antes, ele ocupou o cargo de assessor de Michel Platini na presidência da Uefa.
Gianni Infantino, presidente da Fifa Getty Images Plano polêmico Infantino explica proposta de empresa para gerenciar operações da Fifa O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em três dias de todo-poderoso do futebol mundial a dirigente na berlinda na presidência da Fifa.
O plano de criar a empresa Fifa Forward Enterprise (FFE) para a venda de ações a investidores privados fracassou rapidamente, e Infantino vive seu momento mais pressionado desde que assumiu o cargo.
A ideia de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores.
A companhia ficaria responsável por consolidar as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes.
O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões).
A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que os 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa enquanto a ideia não fosse cancelada.
A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais.
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