Jovem assassinada pelo namorado em SC foi morta por asfixia, indica laudo
A estudante de ciências biológicas Joviana Evelyn Lankovski, que foi assassinada pelo namorado , foi morta por asfixia por constrição cervical, de acordo com a Polícia Civil.
Joviana, de 19 anos, foi morta por enforcamento, estrangulamento ou esganadura, de acordo com o laudo da Polícia Científica. O resultado do exame foi revelado hoje pela Polícia Civil de Santa Catarina.
A jovem foi morta pelo namorado José Gustavo Rabelo de Souza, 21. Ele confessou ter matado a estudante com um golpe de mata-leão. O crime aconteceu em Sangão, no sul de Santa Catarina.
José Gustavo está preso desde segunda-feira, quando o corpo da jovem foi encontrado. O corpo da estudante foi encontrado enrolado em um cobertor, dentro de um quarto trancado.
O homem ficou com o corpo dentro de casa durante todo o fim de semana. A jovem foi dada como desaparecida pela família, que estranhou a falta de informações da estudante, que não havia voltado para casa após ir ao encontro do namorado.
A jovem se apresentava nas redes sociais como Evelyn Iankovski. Ela havia acabado de ingressar no curso de Ciências Biológicas da Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense).
Amigos a descreveram como "destemida, doce e aventureira". As homenagens se multiplicaram nas redes sociais após a confirmação de sua morte.
Unesc publicou nota de pesar nos stories do Instagram. A universidade manifestou "profundo pesar pelo falecimento de Joviana Evelyn Iankovski, ingressante no curso de Ciências Biológicas da Universidade".
Diretório Central dos Estudantes da Unesc também se manifestou. "Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade acadêmica que sofre com uma vida interrompida de forma brutal. A morte de Evelyn não pode ser tratada como mais um caso de violência. feminicídio é resultado de uma sociedade que ainda permite que mulheres sejam vítimas de violência, controle e morte simplesmente por serem mulheres".
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie. Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
O Ligue 190 é o número de emergência indicado para quem estiver presenciando uma situação de agressão. A Polícia Militar poderá agir imediatamente e levar o agressor a uma delegacia.
Também é possível pedir ajuda e se informar pelo número 180, do governo federal, criado para mulheres que estão passando por situações de violência. A Central de Atendimento à Mulher funciona em todo o país e também no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita.
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