Pesquisa da Unesp revela prejuízo auditivo em crianças com microcefalia afetadas pelo zika
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Nos anos de 2015 e 2016, cerca de 1.600 crianças nasceram com a chamada síndrome congênita do zika (SCZ), segundo dados do Ministério da Saúde . Essa condição abrange um conjunto de alterações no feto, provocadas pela infecção da mãe pelo vírus zika durante a gestação. Uma destas alterações é a microcefalia , condição na qual o bebê apresenta a medida da cabeça menor do que a esperada para a idade e o sexo. Mesmo após o pico da crise, os efeitos da infecção continuam a ser investigados.
Ao longo da última década, médicos e pesquisadores vêm acompanhando o desenvolvimento das crianças que nasceram com microcefalia, buscando identificar eventuais dificuldades ainda desconhecidas e apontar novas vias de ação terapêutica. Agora, um novo estudo, com participação de docentes da Unesp , deu um importante passo à frente ao investigar a possibilidade de danos auditivos nessas crianças.
Em 2015, o Brasil se surpreendeu ao constatar um aumento anormal dos casos de microcefalia em recém-nascidos. Em abril daquele ano, exames laboratoriais confirmaram que o vírus zika, até então pouco conhecido, tinha começado a circular no país. A princípio, ele foi considerado semelhante ao vírus da dengue , pois era transmitido pelo mesmo mosquito e os sintomas eram parecidos. Mas logo foi associado aos casos de microcefalia.
A confirmação veio por meio de pesquisas realizadas por cientistas brasileiros em 2015 e 2016, que caracterizaram a síndrome congênita do zika. Além da microcefalia, foram mapeadas alterações motoras, visuais e auditivas. Porém, ainda se compreende pouco sobre os impactos do vírus no desenvolvimento infantil.
A professora Ana Cláudia Figueiredo Frizzo, docente do Departamento de Fonoaudiologia da Unesp em Marília, investigou os efeitos provocados pelo vírus zika sobre a audição e a linguagem de crianças com microcefalia. Os resultados do estudo foram publicados em junho deste ano na revista Brazilian Journal of Otorhinolaryngology .
Foram identificados sérios prejuízos para o grupo de crianças com SCZ. "As consequências são graves em termos de desenvolvimento auditivo e linguístico", diz Frizzo. "Há uma imaturidade e um padrão atípico dos componentes relacionados à discriminação auditiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.