SAP propõe o conceito de “empresa autônoma”
“Autonomous enterprise”, ou “empresa autônoma” em português, é o novo conceito proposto pela SAP para ser perseguido por seus clientes.
A ideia é que cada corporação escale o uso de inteligência artificial em sua operação a partir da combinação de informações públicas e privadas, a fim de apoiar agentes inteligentes que ajudem na automação de processos e na análise de dados.
“Uma empresa autônoma não é uma empresa sem pessoas, mas uma organização em que o software deixa de apenas registrar o trabalho para também participar dele.
São aplicações que entendem o contexto, raciocinam, coordenam ações e executam as tarefas, mas sempre com as pessoas no controle.
Isso exige mudança nos softwares empresariais.
É preciso redesenhar os softwares para o mundo AI first”, explicou Rui Botelho, presidente da multinacional no Brasil, durante o SAP Now AI Tour Brazil, evento realizado pela companhia nesta quarta-feira, 9, em São Paulo/SP.
IA genérica X IA industrial O executivo ressaltou a importância do uso de dados operacionais e financeiros próprios de cada organização para alimentar ferramentas tecnológicas, de maneira que os resultados sejam mais precisos do que aqueles gerados por plataformas genéricas de inteligência artificial, que usam somente informações públicas.
Nesse aspecto, a desenvolvedora está bem posicionada, pois tem décadas de experiência em 26 setores diferentes da economia, destacou Botelho.
Para demonstrar a diferença, a provedora realizou uma experiência com um cliente fabricante de refrigerantes no Brasil.
Com o objetivo de prever o impacto da reforma tributária na margem de lucro da companhia, a equipe comparou as respostas dadas por uma IA genérica e por outra apoiada em métricas reais da marca de bebidas.
A primeira apontou que o impacto seria de 13%, e a segunda, de 10%.
Para uma corporação de grande porte, essa discrepância de três pontos percentuais na margem é significativa.
Adaptação da SAP “O software está mudando de natureza, mas continua essencial.
A IA não vai substituir o software, mas vai viver dentro dele, integrada aos processos que fazem a empresa funcionar.
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