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Não é só recorde: erros e tombos aproximam robôs de humanos em Pequim

UOL Notícias ·
Não é só recorde: erros e tombos aproximam robôs de humanos em Pequim

A imagem que fica, da abertura dos Jogos de Robôs Humanoides no sábado à noite em Pequim, é o robô Tiangong Ultra ultrapassando o Lightning e derrubando o recorde humano dos 100 metros rasos, do jamaicano Usain Bolt.

Mas o que fez o público vibrar naquele momento, no velódromo oval do Parque Olímpico de Pequim, foi os robôs trombando com a parede no final e caindo para não mais levantar. As famílias chinesas nas arquibancadas riam não da incompetência humanoide, mas com empatia, de sua falha quase humana.

Ao longo da cerimônia, o Tiangong Ultra, que já havia vencido a primeira meia maratona de robôs no ano passado, o Lightning, que levou a segunda este ano, e todos os outros dois mil humanoides se misturaram a cantores pop, bailarinos, engenheiros e suas famílias com naturalidade. Sem sinal de temor por parte dos humanos.

A identificação com os fracassos se repetiu outras vezes, do robô criança que ficou para trás esperando um adulto buscá-lo até a luta de kung fu, em que um robô acertou a cabeça do outro com o pé, mas caiu e não se ergueu mais.

Também no tênis de duplas: um dos humanoides caiu ao rebater uma bola, mas levantou-se de imediato, fazendo as duas dezenas de engenheiros da empresa de robótica Galbot, ao fundo da quadra, festejarem saltando de suas cadeiras. O robô mostrou que havia aprendido com os erros.

O ator e cantor pop Li Yunrui, que jogou tênis e pingue-pongue com os robôs e os campeões olímpicos convidados, estava na abertura como atração maior, junto às adolescentes na plateia. Cantou músicas criadas para os Jogos, com letras como "este momento nos choca como um relâmpago em nossos fios" e "o futuro diante dos meus olhos".

Como nas meias-maratonas e nas coreografias de robôs do programa do Festival da Primavera, maior audiência da TV chinesa, os Jogos são shows, exibições. Mas desta vez houve cuidado para tentar responder à pergunta intermitente: quando os robôs vão sair do espetáculo para a prática, provando sua utilidade?

Foi o que questionei, por exemplo, a uma representante da Unitree ao visitar a empresa em Hangzhou, dois meses atrás. Ela falou que os humanoides já estão no policiamento de trânsito e em fábricas, experimentalmente, sem detalhar ou apresentar imagens.

Nesta semana em Pequim, paralelamente aos Jogos, a Conferência Mundial de Robôs juntou uma espécie de feira das empresas com mesas e palestras, buscando oferecer respostas. Nos estandes, era possível não só ver e ouvir sobre os modelos, mas interagir com eles, até jogar pingue-pongue - e acompanhar como agem em algumas linhas de produção, reproduzidas das fábricas.

Pelos corredores, viam-se executivos como Huang Minshan, diretora voltada à área de robôs na americana Nvidia.

Wang Xingxing, fundador e CEO da Unitree, fez uma apresentação na quinta, um dia depois do bem-sucedido IPO da empresa, com o tema Das Exibições aos Produtos: A Próxima Década da Indústria de Robôs Humanoides.

Ele reconheceu que a eficiência de seus robôs em tarefas tanto domésticas como nas linhas de produção automobilística ainda é insuficiente para permitir comercialização ampla.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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