Produtividade desafia indústria paranaense e impulsiona inovação
O crescimento da produção industrial do Paraná em junho trouxe um sinal positivo para o setor, mas os números do primeiro semestre mostram que o desafio da indústria vai muito além de voltar a produzir mais.
O foco agora é produzir melhor.
Dados divulgados em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção industrial paranaense cresceu 2,8% em junho, acima da média nacional de 1,7%.
No acumulado do primeiro semestre, porém, o estado registra retração de 0,6%, enquanto o Brasil acumula alta de 1,5%, indicando que a recuperação da atividade ainda ocorre de forma desigual.
Para especialistas, esse cenário reforça um tema cada vez mais presente na agenda das empresas: a produtividade.
Em um ambiente marcado por juros elevados, crédito mais caro e investimentos mais seletivos, ganhar eficiência tornou-se um dos principais caminhos para preservar a competitividade.
"O período prolongado de juros elevados reduziu o ritmo dos investimentos e aumentou o custo do capital para as empresas.
Nesse contexto, elevar a produtividade passa a ser uma estratégia ainda mais importante para compensar custos, aumentar a eficiência e fortalecer a competitividade", analisa o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe.
Mais do que tecnologia Embora a automação e a digitalização sejam frequentemente associadas ao aumento da produtividade, especialistas defendem que os ganhos começam antes da compra de novas máquinas.
Segundo o vice-coordenador do Conselho Temático de Inovação para a Indústria da Fiep, Jackson Bisi, produtividade é resultado da integração entre pessoas, processos, gestão, tecnologia, equipamentos e relacionamento com fornecedores e clientes.
A tecnologia potencializa os resultados, mas somente quando faz parte de uma estratégia estruturada de evolução da empresa.
Automação, digitalização e melhoria contínua estão entre as estratégias adotadas pelas indústrias para produzir mais com maior eficiência.
Gelson Bampi.
O primeiro passo, segundo ele, é identificar gargalos que comprometem o desempenho do negócio.
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