Tebet e Salles têm os maiores patrimônios entre os candidatos ao Senado por SP
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Entre os candidatos ao Senado por São Paulo que declararam bens para a eleição de 2026, Simone Tebet (PSB) aparece com o maior patrimônio, declarando R$ 10,60 milhões, seguida por Ricardo Salles (Novo), com R$ 9,05 milhões. Na sequência, Geraldo Rufino (Podemos) listou R$ 5,6 milhões em patrimônio, seguido por Guilherme Derrite (PP), com R$ 2 milhões, e Eliana Ferreira (PSTU), com R$ 1,9 milhão.
Mais abaixo na lista, André do Prado (PL) declarou R$ 692,6 mil, Marina Silva (Rede) informou R$ 274,5 mil, Maíra de Souza (UP) declarou R$ 210 mil, Weller Gonçalves (PSTU) apresentou R$ 19 mil e Marcio Alves (UP) afirmou não possuir bens.
A líder do ranking, Simone Tebet, disputa a eleição com o patrimônio fortemente concentrado em terras rurais e imóveis. Seus bens mais expressivos são uma gleba de terras rurais em Alvorada do Sul (MS) avaliada em R$ 8,95 milhões, outra gleba de terras rurais em Caarapó (MS) de R$ 457,2 mil, além de diversos apartamentos em Campo Grande (MS) (R$ 591,9 mil) e em Três Lagoas (MS) (R$ 400 mil).
Entre as eleições de 2022 e 2026, o patrimônio declarado de Tebet registrou um crescimento real de 282,1%, saltando de R$ 2,3 milhões (R$ 2,7 milhões corrigido pela inflação) para R$ 10,6 milhões.
Esse avanço é explicado principalmente pela compra da gleba de terras em Alvorada do Sul, que passou a concentrar 84,4% de todos os seus bens em 2026.
Entre as eleições de 2022 e 2026, o patrimônio declarado de Salles registrou um crescimento de 90,9%, passando de R$ 3,9 milhões (R$ 4,74 milhões corrigido pela inflação) para R$ 9,05 milhões. Esse avanço real foi impulsionado pela aquisição de um imóvel rural no interior de São Paulo, avaliado em R$ 2,9 milhões, e um imóvel rural em Portugal (R$ 3 milhões).
Geraldo Rufino declarou R$ 5,65 milhões, quase todos em créditos de empréstimos concedidos a terceiros. Três operações somam R$ 4,95 milhões, o equivalente a 87,7% do total. O restante se divide entre 90% do capital social de uma empresa (R$ 603 mil), dois terrenos (R$ 90,6 mil) e R$ 1,6 mil distribuídos em poupança, conta corrente e um CDB.
Rufino declarou patrimônio menor do que na última eleição em que concorreu. Em 2018, quando disputou uma vaga de deputado federal, declarou R$ 7,53 milhões —R$ 11,40 milhões em valores corrigidos pela inflação.
Guilherme Derrite declarou R$ 2,02 milhões, com o patrimônio concentrado em um terreno e em créditos de empréstimos. O bem mais valioso é uma participação de 50% em um lote, declarada em R$ 1,17 milhão. Sozinha, ela responde por 57,8% do patrimônio. Outros R$ 638,2 mil, ou 31,6% do total, são créditos de três empréstimos concedidos pelo candidato: dois de R$ 232 mil cada, a Francisco Carlos Lucchessi Derrite e a Maria Teresa Muraro Derrite, seus pais, e um de R$ 174,2 mil a Samir Lisak.
Entre as eleições de 2022 e 2026, o patrimônio declarado de Derrite registrou crescimento real de 108,2%, passando de R$ 812,8 mil (R$ 970,7 mil corrigidos pela inflação) para R$ 2,02 milhões.
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