Dólar fecha em queda e volta a ficar abaixo de R$ 5,15
O dólar encerrou esta quinta-feira (17) em leve queda, abaixo da linha de R$ 5,15, após perder força ao longo da tarde.
A moeda havia subido no fim da manhã com a repercussão do anúncio de reajuste de 15% no Bolsa Família, mas devolveu parte dos ganhos em meio ao ambiente de apetite ao risco no exterior e à acomodação dos ativos domésticos.
Na sessão, a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 5,1258 no início dos negócios e avançou até R$ 5,1768 pouco antes das 11h.
Depois, passou a oscilar ao redor da estabilidade e fechou em baixa de 0,23%, a R$ 5,1393.
No acumulado da semana, ainda registra alta de 0,27%.
Segundo operadores, a retomada do real à tarde ocorreu em um ambiente de maior disposição ao risco nos mercados internacionais, com alívio nos preços do petróleo e nas curvas de juros globais.
Fernando César, operador sênior da corretora AGK, afirmou que o dólar já vinha em baixa antes do anúncio sobre o Bolsa Família e apenas retomou esse movimento no período da tarde.
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O indicador acumula alta superior a 1% na semana e de quase 2% no ano.
O economista Fabrizio Velloni destacou a acomodação da moeda americana após a alta da véspera, em meio à decisão de juros nos Estados Unidos.
Como esperado, o Federal Reserve elevou a taxa básica em 0,25 ponto porcentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
A maioria dos dirigentes da autoridade monetária projeta nova alta ainda neste ano.
No mercado doméstico, também seguiram no radar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 13,75% ao ano, e a leitura de que o reajuste do Bolsa Família não altera de forma relevante o quadro fiscal de curto prazo.
Com isso, o câmbio terminou o dia em baixa moderada, depois de uma sessão marcada por volatilidade e pela combinação entre reação ao anúncio do Bolsa Família, ajuste de posições e melhora do humor externo.
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