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Ciência

Tradutor de baleiês: como cientistas usam IA para interpretar sons de cachalotes

Galileu ·
Tradutor de baleiês: como cientistas usam IA para interpretar sons de cachalotes

Quem já assistiu ao filme "Procurando Nemo” (2003), da Pixar, sabe: o tal do “baleiês” realmente existe.

No filme, a personagem Dory diz entender os sons emitidos pelas baleias e consegue conversar com elas, mesmo sendo um peixe da espécie cirurgião-patela.

Apesar do teor lúdico do filme, pesquisadores tentam entender as baleias na vida real - e, com uma mãozinha da IA, estão mais próximos de decodificar essa linguagem.

Giovanni Petri, professor do Instituto de Ciência de Redes da Northeastern University London, passou meses na ilha de Dominica, no Caribe, para monitorar e ouvir o que as baleias têm a “dizer”.

Petri é um dos principais pesquisadores do Projeto CETI (Cetacean Translation Initiative), uma iniciativa científica sem fins lucrativos criada em 2020 para transcrever a comunicação das baleias.

O projeto tem uma base em Dominica e visa usar inteligência artificial avançada, aprendizado de máquina (machine learning) e robótica que respeita as baleias para gravar e, por fim, decodificar a comunicação acústica das baleias-cachalote.

O professor revelou, em comunicado, como os sons produzidos pelos animais podem ser traduzidos para linguagem humana, em 5 passos.

Veja abaixo: Observando de perto Baleias-cachalote são consideradas o maior predador que existe na Terra hoje.

Elas podem pesar até 57 toneladas e medir 18 metros de comprimento, o equivalente a um prédio de 6 andares.

A equipe do CETI monitora indivíduos da espécie, que ficam na região de Dominica durante o ano todo.

Cachalotes são os maiores predadores que existem no planeta, podendo alcançar os 19 metros de tamanho Gabriel Barathieu/Wikimedia Commons "Temos três barcos, drones carregando marcadores, microfones subaquáticos e toda uma gama de análises tentando encontrar padrões nos dados", disse Petri.

Eles utilizam dessa tecnologia para obter o maior número de dados possível.

Dos barcos, pesquisadores pilotam drones que conseguem acoplar pequenos dispositivos na lateral da baleia.

Os dispositivos contêm pequenas ventosas feitas exclusivamente para as cachalotes e não as incomodam.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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