Pix do BRICS? Bloco discute integração de sistemas de pagamentos entre membros
Os países do BRICS discutem alternativas para aproximar seus sistemas de pagamentos instantâneos e facilitar transferências entre diferentes países.
A informação foi divulgada na última terça-feira (11) pelo presidente do Banco Central da Índia, Sanjay Malhotra, durante um evento em Mumbai.
Entre as possibilidades avaliadas está a integração das plataformas de pagamentos rápidos e das moedas digitais emitidas pelos bancos centrais , conhecidas como CBDCs.
A intenção é tornar as operações internacionais mais simples e diminuir os custos envolvidos nas transações entre os integrantes do bloco.
Leia também: Não é só economia: o novo acordo dos BRICS para integração dos países do Sul Global Segundo Malhotra, os pagamentos internacionais são uma área de interesse comum entre os países do BRICS justamente pelo potencial de redução de despesas.
Ele ressaltou, porém, que ainda existem diferentes alternativas sobre a mesa e que nenhuma proposta foi definida.
A discussão ganha importância antes da 18ª Cúpula do BRICS , prevista para ocorrer na Índia nos dias 12 e 13 de setembro de 2026.
O grupo reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros países.
No início deste ano, o Banco Central da Índia recomendou que uma proposta para conectar as moedas digitais emitidas pelos bancos centrais dos países do BRICS fosse considerada na agenda da cúpula.
A medida faz parte das iniciativas do bloco para facilitar o comércio entre seus integrantes e buscar alternativas aos sistemas tradicionais de pagamentos internacionais.
Brasil prepara versão internacional do Pix O Brasil também trabalha na expansão do Pix para operações internacionais.
O Banco Central prevê o desenvolvimento do chamado Pix Internacional , que poderá conectar o sistema brasileiro a plataformas de pagamentos instantâneos de outros países.
Atualmente, o Pix já pode ser utilizado de forma limitada em países como Argentina, Estados Unidos e Portugal , por meio de acordos entre instituições financeiras.
Nesses casos, a operação ocorre de forma instantânea em reais entre o consumidor e uma instituição brasileira, enquanto a instituição realiza posteriormente a remessa internacional pelos mecanismos tradicionais e o estabelecimento recebe na moeda local.
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