Prefeitura toma decisão sobre escola após denúncias de abuso de 2 alunas
O diretor de uma escola municipal no Cabo de Santo Agostinho (PE) foi afastado de suas funções e um supervisor de pátio terceirizado foi demitido, após duas alunas de 14 anos denunciarem estupros coletivos cometidos dentro da própria instituição.
A prefeitura divulgou nota confirmando as medidas, justificadas como necessárias para a abertura de um procedimento administrativo de apuração.
O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Pernambuco (MP-PE), sob segredo de Justiça.
Segundo a gestão municipal, ambos foram citados nas denúncias apresentadas pelas duas vítimas, embora a prefeitura não tenha detalhado a natureza exata da relação de cada um com os casos.
As medidas foram adotadas formalmente “para a abertura de procedimento administrativo de apuração”, conforme o texto da nota.
A prefeitura também afirmou ter tomado “medidas necessárias” para garantir a continuidade do funcionamento da escola, sem especificar quais ações foram implementadas.
Os nomes dos profissionais e da unidade de ensino não foram divulgados para preservar a identidade das vítimas, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Denúncias e investigação Duas alunas da escola, ambas com 14 anos, denunciaram ter sido vítimas de estupro coletivo dentro da instituição.
O segundo caso foi registrado em 3 de agosto , quando outra estudante relatou ter sofrido abuso semelhante cerca de um mês antes, no início de julho, cometido pelos mesmos agressores.
As duas prestaram queixa à polícia e deixaram de frequentar a escola a partir do dia 4 de agosto.
Os cinco adolescentes apontados como responsáveis pelos abusos foram suspensos da escola por tempo indeterminado e não retornaram à instituição desde a data da segunda denúncia.
O caso tramita em segredo de Justiça por envolver menores de idade.
Medidas de apoio e próximos passos A prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que a transferência das alunas para outras unidades de ensino e o serviço de acompanhamento psicológico estão sendo tratados diretamente com as famílias das vítimas.
Quanto ao funcionamento da escola, a nota municipal limitou-se a afirmar que “medidas necessárias” foram adotadas, sem especificar ações concretas de prevenção ou reforço de segurança no ambiente escolar.
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