O que Vorcaro disse à PF após quatro horas de depoimento
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro negou, em depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (28), ter obtido informações privilegiadas do Banco Central ou corrompido servidores do órgão.
A oitiva, realizada por videoconferência da carceragem da Papudinha, no Distrito Federal, durou mais de quatro horas e integra o inquérito que apura se dois ex-chefes de departamento do BC atuaram como “espiões” do banqueiro em troca de vantagens financeiras.
Ao mesmo tempo em que negou as acusações , a defesa de Vorcaro reiterou sua disposição de “prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados” caso seja assegurada a possibilidade de colaboração premiada.
Daniel Vorcaro nega corrupção e informações privilegiadas Daniel Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (28) por videoconferência, falando com os investigadores diretamente da carceragem da Papudinha, onde está detido.
A oitiva começou às 10h30 e se prolongou até as 14h20.
Segundo sua defesa, o ex-banqueiro respondeu a todas as perguntas formuladas pelos investigadores.
Os questionamentos se concentraram no suposto favorecimento do Banco Master por ex-funcionários do Banco Central.
Ao longo do depoimento, Vorcaro negou ter recebido informações privilegiadas por meio dos servidores investigados e rejeitou qualquer ato de corrupção.
Em nota divulgada após a oitiva, seus advogados afirmaram que “restou demonstrado, em especial, que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso”.
Apesar das negativas, a defesa voltou a manifestar interesse em uma possível colaboração premiada.
Defesa de Vorcaro insiste em colaboração premiada Na mesma nota, os advogados afirmaram que Vorcaro está disposto a “prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que lhe seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar”.
Esta é a terceira tentativa da defesa de buscar uma colaboração com a Polícia Federal ou com a Procuradoria-Geral da República.
Até agora, as iniciativas não avançaram.
Para reforçar sua equipe jurídica, Vorcaro contratou recentemente o criminalista Daniel Bialski, que se juntou a Sérgio Leonardo na condução do caso.
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