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Dólar vai a R$ 5,196 e Bolsa sobe com risco de juros subirem nos EUA

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Dólar vai a R$ 5,196 e Bolsa sobe com risco de juros subirem nos EUA

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (28), a R$ 5,196, após discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos), interpretado como sinalização de que a taxa de juros no país vai aumentar. Na Bolsa brasileira, o Ibovespa perdeu fôlego após fala de Kavin Warsh.

Dólar subiu em dia influenciado por fala de Warsh. A moeda americana fechou cotada no comercial para venda a R$ 5,196, variação de mais 0,66% ante fechamento de ontem.

Ibovespa perdeu força após o discurso de presidente do Fed. Ainda assim, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subia 0,22% faltando 20 minutos para o fim da sessão, aos 175.526 pontos, abaixo da máxima do dia, quando marcou 176.295 pontos assim que iniciou o pregão.

Ibovespa emendou oitavo pregão de alta. Ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subiu 0,31%, a 175.135 pontos, sustentando viés positivo que começou em 18 de agosto. Desde a última baixa, em 18 de agosto, o indicador subiu 5,3%.

Virada estancou 11 dias consecutivos de perdas. O fluxo de investidores estrangeiros, que respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3 , apresentou melhora, após fortes retiradas nas três primeiras semanas. Nas últimas quatro sessões, o saldo tem sido positivo, entre aportes e retiradas desse grupo.

O movimento continua associado à recuperação do apetite estrangeiro pelo Brasil, embora o fluxo externo ainda permaneça negativo em agosto, com bom desempenho das ações da Petrobras e Vale, que têm peso no Ibovespa. Gabriel Mollo , analista de investimentos da Daycoval Corretora

Mercados reagiram ao discurso. Em fala durante o simpósio anual do Federal Reserve, Warsh afirmou que o órgão tem 'trabalho a fazer' caso a inflação continue acima da meta.

Este é o meu critério: devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer. Esse é o nosso trabalho... Nosso mandato... E nossa responsabilidade. Kevin Warsh, presidente do Fed

Tom do discurso reforça aposta de aumento dos juros nos Estados Unidos. No último encontro de política monetária, o Fed manteve a taxa de referência na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano , mas os diretores do órgão elevaram o tom de preocupação com a inflação e sinalizaram a intenção de elevar juros .

O discurso de Kevin Warsh reforçou uma postura mais restritiva do Federal Reserve, com a inflação novamente no centro das decisões de política monetária dos Estados Unidos. Entendemos que não dá para afirmar que teremos aumento de juros em setembro, mas temos indicativo de uma grande chance disso acontecer. William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue

O aumento de juros por lá impacta o Brasil. As taxas mais elevadas na maior economia do mundo ampliam os rendimentos das aplicações no país , atraindo recursos e reduzindo o fluxo de capitais para outros países, como o Brasil.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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