Câncer em situações de crise: como preparar o SUS para garantir a continuidade do cuidado à população?
Câncer em situações de crise: como preparar o SUS para garantir a continuidade do cuidado à população? Wikipedia O que acontece com uma pessoa com câncer quando uma pandemia interrompe ou adia consultas; ou inundações comprometem hospitais e restringem o acesso aos serviços de saúde? Para quem depende de diagnóstico oportuno, tratamento contínuo e acompanhamento especializado, a interrupção ou o adiamento da assistência pode ter consequências graves.
Em oncologia, manter o cuidado durante uma emergência não é apenas uma questão de organização dos serviços.
É uma prioridade para proteger e salvar vidas e reduzir as desigualdades.
No Brasil, esse desafio ganha dimensão diante da crescente carga da doença.
O câncer é a segunda principal causa de morte no país.
E as projeções da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) indicam que o número anual de casos poderá aumentar 84% entre 2022 e 2050.
Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 Câncer em situações extremas Esse cenário exige não apenas ampliar a capacidade de prevenção, diagnóstico e tratamento, mas também preparar o sistema de saúde.
O sistema precisa continuar funcionando diante de crises cada vez mais frequentes e interconectadas.
Nesse sentido, exemplos significativos como a pandemia de Covid-19 e as inundações que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 demonstraram como emergências de naturezas distintas podem comprometer a continuidade da assistência à saúde da população.
Nessas situações de crise, consultas e procedimentos podem ser adiados.
Unidades de saúde podem perder sua capacidade operacional e pacientes podem enfrentar dificuldades de deslocamento, além, é claro, da dificuldade de acesso a medicamentos e acompanhamento clínico.
Os efeitos tendem a ser mais intensos entre pessoas que já enfrentam barreiras econômicas, territoriais e sociais.
Resiliência é manter o cuidado, não apenas responder à emergência A experiência brasileira evidencia uma questão fundamental: a preparação para crises precisa incluir explicitamente o controle do câncer.
Embora o SUS garanta acesso universal e gratuito, persistem desafios relacionados ao financiamento, às desigualdades regionais e à coordenação entre os serviços.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.