Ancestral humano descoberto pela 1ª vez em 2008 era mais alto do que se imaginava
Em 2008, o DNA encontrado em um osso do dedo mindinho descoberto na Caverna Denisova, na Sibéria, revelou a existência dos denisovanos, parentes evolutivos próximos dos neandertais e dos humanos atuais.
Desde então, porém, poucos fósseis foram definitivamente associados a eles, dificultando a descoberta de como era o restante de seus corpos.
Agora, dois estudos pré-publicados em 8 de agosto no site bioRxiv, que ainda precisam ser revisados por cientistas independentes, analisaram um fêmur e parte de uma tíbia encontrados na Ásia - mais precisamente no fundo do Estreito de Penghu, entre Taiwan e as Ilhas Penghu.
Os pesquisadores identificaram proteínas características dos denisovanos nos ossos e estimaram que os dois indivíduos tinham cerca de 1,80 e 1,90 metro de altura, respectivamente.
A estrutura chama atenção porque os denisovanos seriam consideravelmente mais altos do que muitos de seus contemporâneos.
Homens neandertais tinham, em média, cerca de 1,68 metro, enquanto os Homo sapiens chegam a aproximadamente 1,75 metro.
Os novos fósseis também ajudam a entender a alimentação desses humanos arcaicos.
A análise de isótopos de nitrogênio presente na tíbia indicou uma dieta predominantemente carnívora, semelhante à observada em neandertais europeus.
Pouco variedade no cardápio Apesar de terem sido encontrados em uma região cercada pelo mar, os denisovanos analisados aparentemente não consumiam muitos peixes ou outros frutos do mar.
Os isótopos de nitrogênio identificados no osso derivavam exclusivamente de herbívoros terrestres.
Esse resultado é especialmente interessante porque contrasta com a alimentação de grupos de Homo sapiens que chegaram ao sudeste asiático há cerca de 45 mil anos.
Para os pesquisadores, embora a conclusão venha da análise de apenas um indivíduo, ela pode indicar que os denisovanos tinham uma dieta menos flexível do que os membros da nossa espécie que posteriormente ocuparam a região.
Os fósseis foram encontrados em um grande conjunto de ossos de animais retirados do fundo do Estreito de Penghu por uma rede de pesca industrial a cerca de 100 metros de profundidade, e aproximadamente 25 km da costa sul de Taiwan.
O material foi adquirido por pesquisadores em 2010.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.