Probabilidade de vitória cai para 75%, mas Flávio segue favorito sobre Lula, diz Eurasia
A probabilidade de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu de 80% para 75%, mas ele se mantém favorito para vitória, segundo a agência de risco Eurasia.
Segundo o grupo, apesar de as pesquisas mostrarem uma disputa mais acirrada, os institutos "superestimam a esquerda no segundo turno".
Em relatório divulgado neste sábado (17), a consultoria destaca que as pesquisas do segundo turno "indicam um estreitamento claro da diferença", de cinco para dois pontos, mas que o senador segue como o mais provável vencedor na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por causa da abstenção.
"Como a maioria dos institutos de pesquisa não faz ajustes considerando os eleitores mais propensos a comparecer às urnas, é provável que a vantagem de Bolsonaro seja de cerca de três pontos", diz o estudo.
Para a agência, as pesquisas foram "calibradas" no segundo turno, após algumas diferenças entre as pesquisas e o resultado das urnas no primeiro turno.
"Ainda assim, a maioria não leva totalmente em conta a abstenção, o que acaba subestimando o voto conservador.
Corrigir esse viés acrescenta 1 ponto à vantagem de Bolsonaro, elevando-a para cerca de 3 pontos", diz o relatório.
O argumento de "superestimar a esquerda" tem base na última eleição, quando Lula derrotou o então presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Em 2022, eles [institutos de pesquisa] superestimaram a esquerda em 4,2 pontos no primeiro turno e em 1,7 ponto no segundo", diz o texto.
A Eurasia tem três modelos de previsão eleitoral, baseados em índices de aprovação, principais temas em debate e intenções de voto.
"Este último ganha mais peso à medida que a eleição se aproxima", explica o documento.
Neste sentido, aponta o grupo, as preocupações atuais do brasileiro "jogam contra" o presidente.
"Lula está em desvantagem nas questões de segurança e corrupção, e pesquisas qualitativas indicam que a classe média sente uma estagnação", afirma a agência.
No relatório, a consultoria elenca quatro pontos que podem mudar a trajetória da eleição a favor do atual incumbente.
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