Buck v. Kuykendall, 1925: roteiro que o STF pode reler ao analisar caso Buser
Em 2 de março de 1925 — há 101 anos, portanto — a Suprema Corte dos Estados Unidos julgou o caso Buck v.
Kuykendall .
O litígio era prosaico: um cidadão chamado Buck queria operar uma linha de ônibus entre Seattle, no estado de Washington, e Portland, no Oregon.
Tinha licença de Oregon, cumpria todas as regras de trânsito de Washington e se dizia pronto a obedecer a qualquer norma sobre transportadores.
Mesmo assim, o diretor de obras públicas de Washington negou-lhe a autorização para rodar.
O motivo? Já havia quatro linhas de ônibus certificadas e trens servindo o trajeto.
Em outras palavras: a rota já estava “adequadamente atendida” e o pedido de Buck extrapolava o conceito de capacidade operacional.
Divulgação/Buser STF vai analisar caso Buser Pois bem.
Quem acompanha o transporte rodoviário brasileiro reconhece a cena de imediato.
Troque Seattle e Portland por duas capitais quaisquer, troque o “certificado de conveniência e necessidade pública” pelas barreiras que hoje cercam a entrada de novos operadores e novos modelos de negócio para transporte de passageiros no país, e o caso de 1925 vira a discussão do momento sobre a Buser e tantas outras novas formas de viajar nas estradas do Brasil.
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