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Review bombing: a arma que a indústria criou ao tratar o jogador como número

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Review bombing: a arma que a indústria criou ao tratar o jogador como número

Marvel Tōkon: Fighting Souls, desenvolvido pela Arc System Works e publicado pela Sony Interactive Entertainment, chegou ao Steam em 6 de agosto de 2026 e em poucos dias já acumulava 60% de avaliações negativas, o suficiente para derrubar sua nota geral para o status “Mista”.

O motivo não tinha nada a ver com combos, personagens ou balanceamento; tinha a ver com uma exigência que o jogo impôs a quem só queria jogar no PC.

PSN obrigatória, FPS instável, netcode furado A maior parte das reviews negativas reclamaram de desempenho: processos do SDK da Sony em segundo plano, que sobrecarregam o processador mesmo com a placa de vídeo (GPU) rodando bem abaixo da capacidade, e instabilidade mesmo em máquinas potentes, incapazes de manter 60 fps.

O menu de configurações foi criticado por ser mal implementado, e o netcode apresentou falhas de sincronização nas partidas online.

Mas o problema mais grave é outro: a exigência de vínculo obrigatório com uma conta PSN para rodar a versão de PC, algo que já tinha gerado desconforto em lançamentos recentes da Sony, simplesmente impede o jogo de abrir em 132 países sem suporte à PSN.

Nem a Arc System Works nem a Sony haviam se pronunciado até a publicação das primeiras reportagens.

Já sobre os problemas de desempenho, a Arc System Works reagiu mais rápido, afirmando que “está ciente de que alguns jogadores no PC estão enfrentando problemas de performance” e que a equipe estava investigando.

O caso lembra dois episódios recentes: a exigência de PSN em Helldivers 2, revertida pela Sony em menos de três dias, e The Last of Us Part 2 Remastered, que tornou o vínculo opcional, oferecendo recompensas em vez de imposição.

As origens do fenômeno Imagem: Reddit/ Reprodução O review bombing não nasceu com Marvel Tōkon, nem com Helldivers 2.

A Valve já convivia com o problema desde pelo menos 2017, quando criou um histograma que separa as avaliações por período, uma forma de deixar visível quando um pico de notas negativas aconteceu, sem necessariamente tirar essas reviews do cálculo da nota geral.

O passo seguinte veio dois anos depois.

Em março de 2019, a Valve implementou um sistema de detecção de atividade anômala em tempo quase real, criado depois que Metro 2033 e Metro: Last Light foram bombardeados assim que a Deep Silver anunciou que Metro Exodus seria exclusivo da Epic Games Store.

Jogadores insatisfeitos com uma decisão de distribuição descontaram a raiva nos jogos anteriores da franquia, mesmo sem relação direta com o problema.

Um mês depois, outro caso reforçou o padrão: mais de 4 mil avaliações negativas foram filtradas de Borderlands 1 e 2, publicadas por jogadores insatisfeitos com o anúncio de que Borderlands 3 seria exclusividade da Epic Games Store.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.

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