O futuro da língua portuguesa está em África, não no Brasil
Imagem gerada por IA Há duas fórmulas argumentativas muito utilizadas no Brasil às quais tenho um certo pavor de ouvir.
A primeira é a adorada “adjetivo no superlativo + da América Latina”, e a segunda é a de números redondos.
Costumo desconfiar muito de quantias absolutas demais, e a lusofonia vive rodeada delas.
Diz-se com frequência que a comunidade de países de língua portuguesa , somada, seria a sexta economia do mundo.
A ideia de que o Brasil continuará, por décadas, o centro incontestável do universo lusófono e o futuro da língua portuguesa também é repetida a esmo e sem verificação por aqui.
Nenhuma das duas afirmações resiste a uma consulta simples às fontes primárias, porém.
Comecemos pelo Brasil.
O país concentra pouco mais de 215 milhões de habitantes e está perto do topo do seu ciclo demográfico.
O IBGE projeta o pico em 220,4 milhões de pessoas para 2041, seguido de um declínio sustentado até cerca de 163 milhões em 2100 , segundo a última revisão do World Population Prospects da ONU .
A fecundidade brasileira, hoje em 1,57 filhos por mulher, está bem abaixo do nível de substituição, e a curva não dá sinais de reverter.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.