Mulheres e jovens ainda são minoria nos partidos políticos do ES
Apesar de representarem 51,2% da população capixaba, as mulheres ainda são minoria nos partidos políticos no Espírito Santo , compostos majoritariamente por homens com idade entre 45 e 59 anos. Neste ano, do total de 328.303 filiados, elas somam 146.680, o que representa 44,68%, enquanto os homens filiados são 181.468, correspondendo a 55,37%.
Atualmente, dos 30 partidos brasileiros, apenas 3 têm mais mulheres do que homens filiados no Estado, sendo o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) o mais feminino deles, com 273 mulheres (71,65%) e 108 homens (28,35%) filiados. Em seguida, aparecem o Partido Comunista Brasileiro (PCB), que tem 176 mulheres (55,35%) e 142 homens (44,65%) filiados, e o Democrata, com 1.346 mulheres (53,95%) e 1.149 homens (46%).
Em contrapartida, o Missão tem o menor número de mulheres filiadas: apenas 32, representando 6,07%, enquanto os homens são 495, correspondendo a 93,93%, dos que compõem o partido. O Novo tem a segunda menor participação feminina, com 403 mulheres (26,67%) e 1.108 homens (73,33%).
PL (60%), PSD (59,1%), União Brasil (58,7%) e PV (58,2%) também entram na lista dos partidos mais masculinos.
Os dados mostram que o cenário praticamente não evoluiu de 2022 para cá. Naquele ano, quando foram realizadas as últimas eleições gerais, as mulheres eram 43,64% dos filiados, sendo 143.370 em um universo de 328.565 pessoas com a relação partidária. Já os 184.711 homens eram 56,22%.
Há quatro anos, o Novo liderava como partido mais masculino, sendo composto por 437 homens (77,48%) e 127 mulheres (22,52%). Em contrapartida, o PSTU já era a sigla mais feminina, com 299 mulheres (69,37%) e 132 homens (30,63%).
Segundo Tanya Mayara Kruger, doutoranda em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) que pesquisa a participação das mulheres na política estadual, "os números apresentam um processo de sub-representação de um país que ainda enfrenta as assimetrias de gênero, um processo de desigualdade".
Se as mulheres representam 50% do eleitorado, isso deveria refletir nos representantes. C om mais mulheres na política, participando dos partidos políticos, nós conseguimos levar pautas que antes talvez não fossem tão ascendentes, como violência política de gênero, violência doméstica, sexual etc.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).