No Dia Mundial do Ovo, entenda se exagerar no alimento para bater meta de proteína pode fazer mal
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Se alguém abrir as cinco marmitas que Paulo Lee, 42, prepara diariamente antes de sair de casa, vai encontrar um item em comum em todas elas: ovos. Ou melhor, 28 deles. O consultor de vendas, que prefere ser chamado de Paulinho, está na reta final de preparação para sua primeira competição de fisiculturismo , neste sábado (10).
Praticante de musculação há 20 anos, ele nunca havia pensado em competir. O convite de um coach, há três meses, mudou a rotina. Desde então, o que antes era apenas um complemento da alimentação passou a ocupar lugar central na dieta .
"Eu nunca comi tanto ovo na vida", afirma, após dar uma mordida em um omelete durante a videochamada com a reportagem.
Para quem pratica atividade física , o ovo pode ajudar a atingir a quantidade diária de proteína necessária para preservar ou aumentar a massa muscular.
Tratado como vilão da alimentação por causa do colesterol presente na gema no passado, hoje o alimento é considerado uma fonte importante de proteínas, vitaminas e minerais e pode fazer parte de uma dieta equilibrada.
Existe até o Dia Mundial do Ovo, que é celebrado anualmente na segunda sexta-feira do mês de outubro —neste ano, cai nesta sexta (9). A data foi criada em 1996 pela International Egg Commission (IEC) para destacar os benefícios nutricionais do alimento.
O consumo em excesso, porém, precisa acender um sinal de alerta em pessoas com dislipidemia (colesterol alto), diabetes ou doença renal , segundo especialistas.
A clara é formada principalmente por água e proteínas, entre elas a albumina. Não contém gordura nem colesterol. A gema, por outro lado, concentra a maior parte da gordura e do colesterol do ovo, mas também reúne nutrientes que se perdem quando ela é retirada.
"A gema tem colina, vitaminas A, D, B12 e E, folato, que é a vitamina B9, ferro e selênio, além de luteína e zeaxantina, substâncias associadas à saúde dos olhos", afirma o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).
"Se você retirar sistematicamente a gema, você está retirando uma parte importante do valor nutricional", diz. Ele sugere a combinação de mais claras com menos gemas, para aumentar a quantidade de proteína sem elevar tanto o "lado ruim" do alimento.
Em 2014, um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition avaliou voluntários que receberam diferentes quantidades de gema —de zero a seis porções— e observou aumento do TMAO, substância produzida a partir da ação de bactérias intestinais sobre nutrientes como a colina.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.