Ibovespa nos 240 mil pontos? Por que o Inter diz que ‘não é hora de vender bolsa'
Depois de cravar máxima histórica aos 209 mil pontos e recuar para a faixa dos 204 mil, o investidor pessoa física correu para embolsar os lucros.
Porém, na contramão de quem decidiu sair no meio da festa, o banco Inter avalia que este não é o momento de vender bolsa.
Pelo contrário: a instituição elevou sua projeção para o Ibovespa ao fim do ano, passando de 204 mil para 240 mil pontos.
Rafael Winalda, analista da instituição, avalia que, apesar da volatilidade observada após o primeiro turno das eleições, a bolsa brasileira continua descontada e oferece potencial de valorização.
Leia também: PicPay mira clientes de alta renda e lança cartão Epic World Legend Mastercard; veja benefícios Nem Apple, nem Nvidia: ação fora do radar puxa BDRs na B3 Lula ou Flávio? Apostas sobre eleição em 2026 seguem acessíveis no Brasil apesar de proibição Por que 240 mil pontos não seria exagero? Para chegar nessa matemática, não basta apenas olhar a pontuação nominal do índice.
Segundo Winalda, o indicador determinante é o P/L FY1 (preço sobre lucro projetado para o ano corrente), métrica que compara a cotação das ações ao lucro esperado para as empresas e indica quantos anos de resultado o investidor está pagando ao comprar a carteira teórica hoje.
Média histórica da B3: o Ibovespa costuma operar perto de 11 vezes o lucro projetado; Nível atual: mesmo após o rali, o mercado negocia pouco acima de 10 vezes; Histórico recente: nos momentos de maior aversão a risco, o múltiplo chegou a cair para a faixa de 7 a 8 vezes.
"O que vimos em 2026 foi muito mais uma recuperação do que um exagero", pondera o analista.
Sob essa ótica, apenas para o múltiplo convergir de volta à média de 11 vezes, haveria espaço de valorização próximo de 10% — sem contar qualquer crescimento de lucro no caminho.
"Não precisa de um cenário heroico" A leitura do Inter é de que a bolsa brasileira segue com desconto tanto em relação ao seu próprio histórico quanto na comparação com seus pares emergentes.
"Hoje, negociando perto de 10 vezes, a bolsa brasileira está abaixo do seu histórico e muito abaixo do que pares emergentes costumam carregar.
Não precisa de um cenário heroico para enxergar espaço: basta que parte desse desconto estrutural diminua", escreve Winalda no relatório.
Na prática, para o índice buscar a nova meta de 240 mil pontos, segundo o analista, basta que a B3 retorne ao seu múltiplo histórico tradicional de 11 vezes P/L sobre o lucro projetado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.