Por que Medina enfrentou Slater? Livro de regras da WSL não explica
O duelo entre Gabriel Medina e Kelly Slater em Teahupo'o, no Taiti, foi uma das baterias mais aguardadas da temporada do Circuito Mundial. O brasileiro, tricampeão mundial, acabou eliminado pelo americano de 54 anos, convidado da etapa, em um confronto que terminou com vitória de Slater por 19,06 a 16,10.
Mas existe uma questão anterior à própria disputa: por que os dois se enfrentaram?
Se Slater chegou à etapa como um dos piores ranqueados, já que nem da elite faz parte, imaginava-se que ele tivesse um cruzamento com o líder do ranking, Leonardo Fioravanti, ou, no máximo, com o segundo colocado, neste caso, Italo Ferreira.
O regulamento explica detalhadamente como é feita a montagem do Round 1 e para onde os vencedores de cada bateria avançam no Round 2. O problema aparece justamente na definição de quais atletas estarão esperando em cada uma dessas baterias.
Segundo o livro de regras, Slater entrou na competição com o seed mais baixo, ou seja, como se fosse o pior ranqueado, já que foi convidado para a etapa e sequer é integrante da elite mundial.
No item (m) da Regra 1.07, que trata da formação do Round 1, a WSL determina posições fixas para os atletas de 29 a 32 do ranking e estabelece que os seeds de 33 a 36 sejam definidos por sorteio.
O próprio regulamento também determina claramente para onde cada vencedor do Round 1 entra no Round 2 — e isso acontece da mesma forma nos eventos que utilizam esse formato na primeira parte do Circuito Mundial.
O vencedor da primeira bateria do Round 1 vai para a bateria 9 do Round 2;
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