E se Flávio Bolsonaro vencer? Grandes riscos para o meio ambiente nas eleições brasileiras de 2026
Medo e descrença prevalecem entre os brasileiros preocupados com o meio ambiente.
Um negacionista climático e defensor declarado do desmantelamento das agências ambientais do Brasil pode muito bem ser o próximo presidente do país.
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta Flávio Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, nenhum dos dois alcançou os necessários 50% mais um voto, e o segundo turno será disputado em 25 de outubro. .
Flávio estava dois pontos percentuais à frente na contagem de votos válidos, segundo pesquisa divulgada em 21 de outubro [1], embora uma pesquisa divulgada em 18 de outubro [2] tenha mostrado Lula à frente por dois pontos.
O mandato de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, foi um desastre ambiental, e Flávio frequentemente afirma que seu pai foi o melhor presidente que o Brasil já teve e que, se eleito, retomará as políticas de seu pai.
Sob Jair Bolsonaro, a taxa anual de desmatamento na Amazônia aumentou drasticamente, atingindo o pico em 2021.
Ele cumpriu sua promessa de não demarcar “um único centímetro” de terras indígenas.
Nomeou figuras abertamente antiambientais para chefiar o Ministério do Meio Ambiente e o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que desmantelaram amplamente esses órgãos e bloquearam a aplicação das leis ambientais.
A retórica constante de Jair Bolsonaro em apoio a madeireiros ilegais, garimpeiros e desmatadores resultou em um aumento dessas atividades, inclusive em áreas indígenas.
O mais notório foi a invasão da Terra Indígena Yanomami por mais de 20.000 garimpeiros que transformaram os cursos d’água da região em rios de lama, matando os peixes que sustentavam a população indígena e resultando em mortalidade por fome [3] e nas imagens de crianças Yanomami emaciadas que chocaram o mundo.
Os planos de Flávio colocam quase 300 Terras Indígenas em risco [4].
Flávio deve muito ao seu pai, incluindo sua carreira política e a atual candidatura.
Seu pai cumpre pena de 27 anos por liderar uma tentativa de golpe de Estado, e Flávio afirma que a anulação dessa sentença será sua prioridade número um [5].
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em amazoniareal.com.br — o conteúdo pertence a Amazônia Real.