Que energia! Torcidas são mágicas em classificações de Flamengo e Atlético
O Flamengo conseguiu sua classificação para a semifinal da Libertadores de uma forma dramática, principalmente, pelo fraco futebol que apresentou no empate em 1 a 1 contra o Independiente Del Valle, no Maracanã.
Foi ainda mais perigoso quando ficou com dez jogadores após a expulsão de Jorginho , no segundo tempo. Naquele momento, o jogo já estava 1 a 0 para o time equatoriano, que dominou a partida e empurrou os cariocas para trás, chegando a marcar um segundo gol —que foi anulado por impedimento de forma correta.
Nesse momento de fraqueza tática, técnica e principalmente psicológica, quando a situação parecia caminhar para um desfecho ruim, a julgar pelo semblante dos torcedores focalizados pela TV, entraram em cena os grandes protagonistas dessa difícil classificação.
Sim. Estou falando dela. A Nação Rubro-Negra mostrou sua força, seu poder, sua energia e fez a diferença na classificação suada.
O Maracanã balançou, tremeu, e se agitou aos gritos de: "MENGO, MENGO, MENGO".
O campo não acompanhava a força das arquibancadas, mesmo assim a nação não parou. Não deixou a energia positiva baixar, foi alucinante e maravilhoso ao mesmo tempo.
Será que a energia da torcida rubro-negra fez o goleiro perder o tempo de bola para o Arrascaeta fazer o gol da tranquilidade?
Para contar a história desse jogo no futuro, com certeza, será a noite em que a torcida levou a bola até a cabeça do camisa 10 da Gávea do presente.
Assim como foi a enorme torcida do Atlético-MG na classificação na Copa Sul-Americana contra o Santos, na última quarta-feira, em Belo Horizonte.
E é tão lindo e impressionante quando a massa atleticana começa a gritar: "GALO, GALO, GALO".
Mas, nesse caso, o campo correspondeu e os jogadores do Galo absorveram a energia que vinha forte das arquibancadas da Arena MRV.
Assim como falei do Zico, não posso deixar de dizer quando pela primeira vez na minha vida, jogando contra o Galo pela Caldense no Mineirão, em 1981, presenciei um espetáculo difícil de esquecer, com a torcida homenageando um ídolo e que considero amigo. O eterno camisa 9: Reinaldo.
Foram dois exemplos de interferência de energia vindas das arquibancadas que funcionaram ao vivo. É inegável que a torcida do Galo e do Mengo levaram a bola até as cabeças de Cuello e de Arrascaeta.
Será uma simples coincidência? A energia das arquibancadas é capaz de tudo.
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