Veja as promessas feitas por Lula para a economia durante a campanha
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Propostas verbalizadas por membros da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicam que, se confirmado, um quarto mandato do atual presidente será de leve melhora do resultado fiscal primário ao longo dos próximos quatro anos sem cortes em programas sociais.
Segundo projeção do Datafolha , Lula bateu o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) e foi reeleito neste domingo (25).
O plano oficial protocolado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indica uma política econômica parecida com a da gestão atual. O documento usa quase 200 vezes verbos como continuar, seguir, manter ou prosseguir.
O programa, porém, não cita questões frequentemente apontadas como preocupantes por economistas e analistas do mercado, como o crescimento da dívida pública em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e a dificuldade de fazer a economia continuar crescendo.
Pelo documento, tanto a redução das taxas de juros como a estratégia fiscal dependem do crescimento econômico do país.
Esse aumento do PIB virá "da capacidade de continuar mobilizando as potencialidades da economia brasileira e suas principais frentes de expansão", que, de acordo com o plano, são investimentos em infraestrutura, transição ecológica com fortalecimento da indústria, uso da capacidade produtiva e o mercado interno.
A estimativa mais recente do Ministério da Fazenda é de um crescimento de 2% em 2026 e de 2,3% em 2027.
Ao longo da campanha, também surgiram propostas, medidas provisórias e leis que afetarão a economia e a vida de empresas, trabalhadores e consumidores nos próximos anos.
O nível alto das taxas de juros é o principal problema apontado pelo plano de governo. "A taxa de juros é hoje o que a inflação foi no passado no Brasil: promove concentração de renda e desorganiza a nossa economia", diz o documento.
A campanha promete "criar as condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com inflação controlada e assegurando uma política fiscal responsável", e para isso diz que vai manter o arcabouço fiscal.
Não há, contudo, uma explicação sobre como a queda dos juros seria alcançada além da manutenção da regra fiscal nem menção ao Banco Central —hoje, a taxa de juros básica da economia (Selic) definida pela autoridade monetária está em 13,75% ao ano, patamar considerado elevado.
Para o próximo mandato, a campanha diz que vai monitorar o endividamento das famílias e das empresas, manter os fundos garantidores de crédito e aprimorar as regras de oferta e de responsabilidade na concessão de empréstimos para dar mais proteção aos consumidores.
O plano de governo não cita meta fiscal. A informação mais oficial sobre esse tema é a projeção na proposta de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2027 que o governo enviou ao Congresso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.