MPE impugna candidatura de vice de Renan Filho ao governo de Alagoas
O Ministério Público Eleitoral (MPE) por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em Alagoas se manifestou pela impugnação da candidatura de Yale Barbosa (MDB), vice na chapa de Renan Filho (MDB) ao governo do estado.
O documento foi enviado à Justiça Eleitoral no sábado (22/8).
Segundo o procurador Marcial Duarte, Yale ( à direita na foto ) não teria se descompatibilizado de um cargo que ocupava na Prefeitura de Arapiraca dentro do prazo legal de seis meses antes das eleições de 2026.
Leia também Brasil Ex-ministro Renan Filho registra candidatura ao governo de Alagoas Brasil Alagoas: MDB lança Renan Filho ao governo e Calheiros ao Senado Yale teria, segundo o MPE, assumido diversos cargos comissionados no primeiro semestre de 2026.
“Até o prazo fatal de desincompatibilização para secretários da administração municipal concorrerem ao cargo ora pleiteado, o impugnado teria exercido o cargo de Secretário Executivo, da Coordenação Geral de Articulação Institucional.
Imediatamente após a exoneração do secretariado, passou a exercer o cargo em comissão de Assessor Técnico Especial I, com igual remuneração, mas vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento”, disse.
O procurador destacou que o candidato “ teria continuado a ostentar, perante o eleitorado, a posição de secretário de governo, mesmo após a exoneração “.
O representante do MPE afirmou que, no site oficial da Prefeitura de Arapiraca, Yale Barbosa permaneceu, “mesmo vários meses após a alegada exoneração”, identificado como secretário de governo, além de ser identificado como detentor do cargo em entrevistas publicadas nas redes sociais.
“A sucessão e a convergência desses fatos não permitem que a questão seja solucionada exclusivamente pela análise dos atos formais de exoneração e nomeação.
Ao contrário, impõem investigação sobre a realidade funcional do candidato no período posterior ao afastamento , inclusive para esclarecer por que razão o próprio município continuava a identificá-lo como Secretário Municipal e por que ele permanecia participando de atos e ambientes institucionais próprios da estrutura político-administrativa municipal”, completou o procurador.
Agora, cabe ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas ( TRE-AL ) definir se aceita ou não o registro de candidatura de Yale.
A coluna tenta contato com a defesa de Yale.
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