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20 anos da Lei Maria da Penha: pesquisa inédita mostra a visão da sociedade brasileira sobre violência de gênero

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20 anos da Lei Maria da Penha: pesquisa inédita mostra a visão da sociedade brasileira sobre violência de gênero

A Lei Maria da Penha completa duas décadas como o maior marco legal no enfrentamento da violência doméstica e familiar no Brasil.

No entanto, a data não é apenas um momento de celebração, mas também um ponto crítico para avaliar avanços, desafios e a persistência da violência de gênero no país.

Uma pesquisa inédita, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e o Instituto Locomotiva, com apoio da Uber, trouxe à tona um retrato urgente: 54% das brasileiras que já se relacionaram com homens afirmam ter sofrido algum tipo de violência.

Em contrapartida, apenas 11% dos homens que já tiveram relacionamento com mulheres admitem ter cometido agressões .

Leia também Manoela Alcântara STF amplia medidas da Lei Maria da Penha mesmo em casos sem vínculo Brasil Ex de Maria da Penha tem prisão mantida após audiência de custódia Para marcar o lançamento desses dados, um evento realizado no MASP, em São Paulo, reuniu mais de 100 especialistas, incluindo representantes da Secretaria Nacional de Mulheres, forças de segurança, membros do Poder Judiciário, ativistas e formadores de opinião.

O encontro não se limitou à apresentação dos números, que revelam que cerca de 30 milhões de mulheres já foram vítimas de violência por um parceiro ou ex-parceiro, mas também promoveu dois painéis sobre os desafios que ainda sustentam a violência de gênero.

Cenário da violência A violência que as mulheres mais relatam ter sofrido de um parceiro ou ex-parceiro é a psicológica (42%), seguida pela física (25%).

Enquanto 54% das mulheres que já se relacionaram com homens declaram já ter sofrido algum tipo de violência enquadrada na Lei Maria da Penha, apenas 11% dos homens que já tiveram relacionamento com mulheres reconhecem já ter cometido algum tipo de agressão contra uma parceira ou ex-parceira.

A maioria das mulheres (77%) crê que os homens ainda não entendem determinadas atitudes como violência, e 82% consideram que muitos homens se omitem diante de outros homens.

Ao presenciarem uma situação de violência contra a mulher, as mulheres afirmam com mais frequência que acionariam a polícia ou outras autoridades, enquanto os homens mencionam mais a intervenção direta, com ou sem uso da força.

A Delegacia da Mulher é o canal de apoio mais conhecido pelas brasileiras, mencionado por três em cada quatro mulheres.

O principal entrave apontado pelas mulheres para efetivar uma denúncia de violência doméstica e familiar é a sensação de impunidade, mencionada por 56% das entrevistadas.

Em seguida, a lentidão da Justiça na condução dos processos relacionados à violência doméstica no Brasil é citada por 39%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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