Alvo de busca por ações contra Dino é ex-aliado e guardava 26 armas em casa
O ex-deputado e delegado federal aposentado Raimundo Cutrim, 72, foi um dos alvos ontem dos mandados de busca e apreensão expedidos por Alexandre de Moraes no inquérito que investiga os crimes de stalking e difamação ao ministro Flavio Dino.
A operação de ontem pode ter conexão com um outro caso no STF (Supremo Tribunal Federal) sob relatoria de Flávio Dino, que apura um assassinato no Maranhão. Nesse caso, ele está em prisão domiciliar desde 19 de julho por suposta coação de testemunhas e obstrução de processo .
Quando a PF foi cumprir esse mandado, achou e apreendeu 26 armas e mais de 700 munições na casa de Cutrim, que era secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do governo do Maranhão e foi afastado do cargo. Ele, por sinal, foi aliado dos Sarney e depois de Dino na época que o ministro era governador do estado (2015-2022)
A revelação do nome de Cutrim fez o caso ganhar mais relevância pela suspeita da ordem de perseguição contra Dino ter sido dada por uma pessoa que está sendo investigada numa ação relatada por ele, o que pode configurar coação no curso do processo.
A coluna fez contato com dois advogados de Raimundo Cutrim, mas até agora nenhum deles respondeu. O espaço segue aberto para manifestação.
No caso da operação de ontem, os crimes investigados são perseguição e difamação. O blogueiro maranhense Luís Pablo também é um dos investigados nesse inquérito , e foi por meio dele que a PF chegou a Cutrim.
A ordem de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim chegou a ser criticada por entidades por supostamente envolver a quebra do sigilo entre fonte e jornalista.
Entretanto, a coluna apurou que decisão de Moraes não está relacionada ao exercício do jornalismo, mas a uma suspeita de crimes em ações direcionadas contra Dino.
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