O risco que a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta na reta final da disputa com Lula
O excesso de confiança após o primeiro turno pode prejudicar Flávio Bolsonaro na reta final da disputa presidencial, avalia Robson Bonin, editor da coluna Radar.
Para o jornalista, o desempenho dos aliados e o resultado inicial levaram o bolsonarismo a antecipar discussões sobre um eventual governo e a perder o foco na conquista de votos (este texto é um resumo do vídeo acima) .
“Eleição só se ganha depois que a urna fechar e a apuração dos votos confirmar o resultado.
Mas o bolsonarismo ficou deslumbrado com essa vitória”, afirmou Bonin no Ponto de Vista desta terça-feira, 20, apresentado por Laísa Dall’Agnol.
Segundo o colunista, a dimensão do resultado surpreendeu o próprio grupo político e alimentou uma percepção equivocada de que a eleição estaria decidida.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral Por que o excesso de confiança é uma armadilha? Bonin relatou que, desde a retomada da campanha após o primeiro turno, as conversas no campo bolsonarista já incluíam a distribuição de ministérios.
O jornalista classificou essa postura como “uma arrogância evidente” e avaliou que ela desviou a atenção do trabalho necessário para vencer o segundo turno.
Continua após a publicidade Na interpretação do colunista, a celebração das vitórias dos aliados também pode transmitir uma sensação de relaxamento.
“As pessoas estão achando que a eleição está resolvida já e não é bem assim”, disse.
O que ainda pode alterar o cenário eleitoral? Bonin apontou a atuação do governo federal como um fator que exige atenção da campanha do PL.
Segundo ele, o Planalto já destinou mais de 350 bilhões de reais a medidas que o colunista descreveu como distribuição de dinheiro à população.
O jornalista também alegou haver atuação de órgãos de investigação para interferir no cenário eleitoral e questionou o surgimento de novas investigações contra Flávio.
Continua após a publicidade Na avaliação do editor de Radar , esses movimentos podem trazer consequências para a candidatura e impedem que o resultado seja tratado como definido.
“É uma imprudência tratar a eleição como uma tendência sem possibilidade de mudança”, afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.