Com Lula, brasileiro trabalha 13h51 menos para comprar cesta básica do que com Bolsonaro, segundo Dieese
Levantamento exclusivo do Fórum Investiga , o núcleo de jornalismo investigativo da Fórum , baseado em dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieese, revela que o aumento real do salário mínimo, retomado pelo governo Lula, deu mais poder de compra ao trabalhador brasileiro , que agora trabalha quase 14 horas menos para comprar uma cesta básica do que durante a gestão de Jair Bolsonaro.
O preço da cesta básica aumentou nos últimos quatro anos.
Mas essa é apenas uma parte da história propagada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que esconde o que realmente interessa ao trabalhador: quanto do salário é necessário para colocar comida na mesa .
O Núcleo Fórum Investiga fez a comparação da relação entre preço da cesta básica e valor do salário mínimo entre julho de 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro e período em que o então presidente se preparava para disputar a reeleição, e julho de 2026, data da última pesquisa feita pelo Dieese*, quando Lula se prepara para tentar seu quarto mandato.
Em São Paulo, no período, a cesta básica passou de R$ 760,45 para R$ 915,01, uma alta nominal de 20,32% .
No mesmo intervalo, porém, o salário mínimo saltou de R$ 1.212 para R$ 1.621, avanço de 33,75% .
É essa diferença que muda o resultado.
Em julho de 2022 , o trabalhador que recebia o salário mínimo precisava comprometer 67,83% de sua renda líquida para comprar a cesta básica.
Em julho de 2026, são 61,02% .
A redução é de 6,81 pontos percentuais, em um intervalo de 4 anos.
A pesquisa também mostra que o tempo necessário de trabalho para comprar a mesma cesta básica caiu de cerca de 138 horas e 2 minutos para 124 horas e 11 minutos .
No total, o trabalhador assalariado precisa trabalhar 13h51 menos para comprar uma cesta básica com Lula do que nos tempos de Bolsonaro.
O dado é relevante em meio à expectativa para votação pelo Senado da PEC que prevê o fim da Escala 6×1, que quer garantir um dia a mais de folga ao trabalhador.
Segundo o Dieese, a cesta básica custa hoje mais em reais.
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