Setor financeiro sofre 42 milhões de ciberataques no 1º semestre
O setor financeiro registrou 42 milhões de ataques cibernéticos no primeiro semestre de 2026, segundo o Relatório de Proteção dos Serviços Financeiros divulgado nessa segunda-feira (19) pela SonicWall .
O levantamento mostra que instituições financeiras enfrentam mais tentativas de invasão por dispositivo do que qualquer outro setor monitorado pela empresa.
O volume supera em mais do dobro a média registrada entre todos os setores analisados.
O estudo aponta que a concentração de ataques não é aleatória; o setor reúne dados de alto valor, opera sob pressão regulatória intensa e depende de infraestrutura legada, combinação que atrai adversários organizados.
Leia também: CrowdStrike lista 8 práticas de segurança em IA que empresas devem evitar Vulnerabilidades que persistem há anos O relatório identificou 132.378 detecções de intrusão por dispositivo no período, a maior intensidade entre todos os setores acompanhados pela SonicWall .
A vulnerabilidade de estouro de buffer do servidor Telnet da GoodTech gerou 42,2 milhões de eventos de detecção, sinal de que sistemas bancários e de pagamento legados ainda expõem serviços Telnet à exploração ativa.
O Log4Shell continua sendo um vetor relevante de ataques.
A falha gerou 35,6 milhões de eventos de detecção mesmo após mais de dois anos de sua divulgação inicial, enquanto invasores seguem mirando aplicativos bancários e de pagamento baseados em Java sem correção aplicada.
O Heartbleed, vulnerabilidade com mais de uma década, também permanece ativa; os sistemas ainda registram tentativas de exploração da brecha.
A atividade de malware atingiu média de 39.341 ocorrências por firewall , colocando o setor financeiro na segunda posição em intensidade de malware por dispositivo entre todos os segmentos monitorados, atrás apenas do setor de saúde, conforme os dados do relatório.
Ransomware e modelos de acesso em xeque Dez famílias de ransomware estavam ativas contra o setor no período analisado, entre elas REvil (Sodinokibi) e Prometheus, as duas reconhecidas por ter organizações financeiras como alvo prioritário.
O vice-presidente sênior de Serviços Gerenciados da SonicWall , Michael Crean , afirma que a concentração de ataques no setor obedece a uma lógica de incentivos.
“O setor de serviços financeiros não é o mais visado porque os invasores agem indiscriminadamente.
É um dos setores mais fortemente visados porque os incentivos são óbvios.
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