Google investe em energia limpa para novo data center
O Google propõe construir um centro de dados de 780 megawatts em Pine Island, Minnesota, com um modelo que, segundo a empresa, expande a capacidade de energia limpa da rede local além do que o próprio empreendimento vai consumir.
O acordo foi firmado com a Xcel Energy e ainda aguarda aprovação da Comissão de Utilidade Pública de Minnesota.
Conforme apurado pela CNBC, o projeto prevê que o Google financie a adição de 1.400 megawatts de energia eólica, 200 megawatts de energia solar e 300 megawatts de armazenamento em baterias à rede da Xcel.
A capacidade total adicionada supera a do próprio centro de dados, justamente porque fontes eólica e solar não geram energia de forma contínua.
Proteção contra a saída antecipada Para proteger os demais consumidores, o acordo inclui cobranças mínimas de uso e multas por rescisão.
O Google se compromete a pagar ao menos 75% da capacidade contratada, mesmo que o consumo efetivo seja menor.
Em caso de encerramento antecipado do contrato, a empresa pagaria até oito anos de cobranças mínimas.
“Ninguém quer ter uma grande expansão e depois não ter para onde mandar essa energia e ninguém para pagá-la”, diz Amanda Rome , vice-presidente executiva e diretora de atendimento ao cliente da Xcel Energy.
“É aí que essas proteções entram.” Leia também: TSE dá prazo de 24h para Meta comprovar isonomia em anúncios políticos A proposta se insere em um cenário mais amplo: segundo a Corporação Norte-Americana de Confiabilidade Elétrica (NERC), os novos centros de dados respondem pela maior parte do crescimento previsto da procura por eletricidade na América do Norte na próxima década.
O Departamento de Energia dos Estados Unidos, durante o governo Joe Biden, concluiu que as formas mais baratas de atender a essa procura futura exigiriam mais do que dobrar o tamanho da rede de transmissão nacional até 2050.
O órgão também registrou que mais de 70% das linhas de transmissão e transformadores de energia do país tinham ao menos 25 anos de uso.
Centros de dados menores como alternativa Especialistas, no entanto, questionam se empreendimentos dessa escala são mesmo necessários.
Jigar Shah , sócio da Multiplier, consultoria especializada em startups de energia limpa, defende que os operadores poderiam construir instalações menores em regiões onde a rede já tem capacidade ociosa.
“Se você encaixar o crescimento de carga que os centros de dados querem na rede existente, as tarifas de todo mundo caem muito”, diz Shah.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.