Acre registra média de roubo e furto de quase 9 celulares por dia
O Acre registrou 3.132 ocorrências de roubo e furto de celulares em 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A taxa estadual foi de 354,1 ocorrências para cada 100 mil habitantes.
O índice acreano divulgado pelo Brasil em Mapas, ficou abaixo da média nacional, que foi de 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes. Em todo o país, foram registrados 792.284 casos de roubo e furto de celulares no período.
Apesar de estar abaixo da média nacional, o Acre apresentou uma taxa superior à registrada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul.
Entre os estados com as maiores taxas estão o Distrito Federal (677,1), Amazonas (671,9), Amapá (611,4), São Paulo (552,2) e Pará (536,0).
Já as menores taxas foram registradas no Rio Grande do Sul (128,8), Paraíba (153,6), Minas Gerais (182,0), Mato Grosso do Sul (193,7) e Mato Grosso (209,0).
Os dados também mostram uma redução significativa na taxa nacional de roubos e furtos de celulares ao longo da última década.
Em 2015, a taxa estimada era de 534,9 ocorrências por 100 mil habitantes. O índice chegou a 540,1 em 2019, considerado o pico da série, e caiu para 493,9 em 2022.
Em 2025, a taxa nacional chegou a 371,2 por 100 mil habitantes, representando uma redução de 24,8% em relação a 2022 e de 30,7% em comparação com 2015.
73,1% dos roubos de celulares ocorrem em dias úteis, com maior concentração às sextas-feiras. Os principais períodos de ocorrência são entre 5h e 6h e entre 18h e 23h, com pico por volta das 20h.
Já os furtos apresentam maior incidência aos fins de semana: 34,5% ocorrem aos sábados e domingos. Os horários de maior concentração ficam entre 10h e 12h e entre 17h e 20h.
As vias públicas são o principal cenário dos crimes. Elas concentram 77,2% dos roubos e 49,3% dos furtos de celulares registrados no país.
Entre os furtos, 15,2% ocorrem em estabelecimentos comerciais e 6,1% no transporte público.
Entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, São Luís (MA) apresentou a maior taxa, com 1.517 ocorrências por 100 mil habitantes, quase quatro vezes a média nacional.
Na sequência aparecem Belém (PA), com 1.487,0; São Paulo (SP), com 1.390,5; Salvador (BA), com 1.195,0; e Lauro de Freitas (BA), com 1.144,5.
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