Por que é impossível matar príons?
Na última sexta-feira (21), a equipe do youtuber Lito Souza, do canal Aviões e Músicas , anunciou seu diagnóstico da doença neurodegenerativa Creutzfeldt-Jakob.
Essa é uma condição fatal e sem cura causada por um agente etiológico incomum: os príons.
Não há casos de sobreviventes da doença; 90% das pessoas morrem em até um ano após o diagnóstico.
Mas por quê? Não há como “matar” príons.
Diferentemente de vírus, fungos, bactérias e protozoários, príons não têm material genético.
Eles nada mais são do que proteínas, como as que compõem seu corpo.
A diferença é que os príons são proteínas defeituosas, que conseguem “contaminar” outras proteínas apenas ao entrar em contato com elas.
Como se fosse um dedo de Midas reverso.
O nome técnico da proteína príon é PrPsc.
Ela é uma versão modificada da proteína PrPc (sem o “s”), que é completamente normal e produzida por todas as pessoas.
Tanto a versão normal (PrPc) quanto a defeituosa (PrPsc) possuem a mesma cadeia de aminoácidos – ou seja, são compostos pelos mesmos ingredientes.
A diferença entre elas está na estrutura tridimencional: enquanto a PrPc tem um formato enrolado, a PrPsc é lisa.
Veja no infográfico abaixo.
Continua após a publicidade <span class="hidden">–</span> Arte/Superinteressante O nosso organismo tem mecanismos para destruir eventuais proteínas defeituosas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.