FGC diz n�o ser parte de acordo no Supremo e alega falta de documentos para socorro ao BRB
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O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) disse não ser parte do acordo firmado entre o governo do Distrito Federal e a União no STF (Supremo Tribunal Federal) e alegou não ter recebido documentação sobre a situação econômico-financeira do BRB (Banco de Brasília ) para viabilizar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para socorrer a instituição.
As tratativas sobre a operação de crédito para salvar o BRB tiveram início antes de o caso ser levado ao Supremo pela gestão de Celina Leão (PP).
O governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB, deu entrada no processo de captação porque não tem recursos em caixa para fazer o aporte no banco. Em março, o ex-governador Ibaneis Rocha fez um pedido de R$ 4 bilhões ao FGC. Quando assumiu o posto, em abril, Celina demandou um complemento de R$ 2,6 bilhões.
Em manifestação ao STF, o FGC disse que, desde que recebeu o pedido do governo do Distrito Federal, vem solicitando documentação indispensável à avaliação da situação econômico-financeira do banco, como as demonstrações dos resultados de 2025 e do primeiro semestre deste ano.
"É importante destacar que não se trata de mera exigência formal, mas de documentação essencial à avaliação da situação econômico-financeira da instituição associada e, por conseguinte, à adequada apreciação do pleito formulado", afirmou o FGC.
"Sem que a análise possa ser concluída, o fundo fica impedido de atestar a suficiência do montante requerido para assegurar a viabilidade econômico-financeira da operação, o que encontra óbice estatutário".
Como mostrou a Folha , os relatórios operacionais do BRB estão represados há mais de um ano, desde que veio à tona o escândalo do Banco Master .
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