Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema geral na economia: 'Não há'
Dario: 'Oposição quer trazer tema como crise' Em entrevista ao GloboNews Mais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que os juros elevados pressionam o varejo, mas rejeitou a avaliação de que os problemas enfrentados por empresas como as Casas Bahia sejam evidência de uma crise generalizada na economia brasileira.
Segundo Durigan, uma análise de uma série histórica mais ampla mostra uma redução no número de falências e recuperações judiciais.
Nesse levantamento, disse, o varejo aparece atrás de outros setores, como a indústria. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 “Quando a gente compara a série histórica mais ampla, houve um decréscimo de falências e recuperações judiciais, e o varejo fica atrás, inclusive, de setores como a indústria.” O ministro afirmou que o caso das Casas Bahia é um problema específico da empresa e lembrou que o grupo já havia passado por uma recuperação extrajudicial.
“Sem minimizar, acho que é uma questão, um problema da Casas Bahia, lembrando que já teve uma recuperação extrajudicial anos atrás, que, inclusive, na petição agora da recuperação judicial, disse que não foi concluída, né?, com total êxito, aquela extrajudicial, e agora passa de novo para uma recuperação judicial.” Durigan também citou outras empresas que entraram em processos de recuperação judicial, mas afirmou que os casos não configuram uma crise generalizada no varejo.
“Então, há uma série de elementos que explicam, em grande medida, o que está acontecendo, mas que não justificam um argumento político mais escandaloso sobre crise geral, porque não há.” Ministro da Fazenda, Dario Durigan, em audiência de conciliação no STF sobre o empréstimo do BRB Gustavo Moreno/STF Por que os juros pesam sobre o varejo Segundo Durigan, o varejo é especialmente dependente de crédito, tanto na relação com fornecedores quanto nas vendas aos consumidores.
Por isso, um cenário de juros elevados reduz a atividade do setor.
“Não posso fugir do tema dos juros, porque o setor varejista tem margens apertadas e depende — a gente fala "alavancado", no jargão mais técnico — de crédito para trás, para os seus fornecedores, e depende do crédito para frente, para as famílias, para os consumidores que compram".
Ministro da Fazenda espera retomada da relação com os Estados Unidos após eleições e diz que Brasil não se dobra O ministro afirmou que esse efeito também está relacionado ao objetivo da política monetária contracionista.
“De outra forma, é também a finalidade da própria política monetária contracionista que esse efeito seja gerado.” Dario Durigan: 'A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal' Governo quer reduzir despesas obrigatórias e melhorar eficiência Na avaliação de Durigan, parte da resposta aos juros elevados passa pela política fiscal.
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