Após retomar conversas com os EUA, prioridade do Brasil é ampliar lista de exceções ao tarifaço, diz ministro
Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse nesta sexta-feira (21), após conversa com o representante do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, que a prioridade do Brasil é ampliar a lista de exceções ao tarifaço.
O representante do USTR ligou para o ministro brasileiro depois da conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
Na ligação, o presidente Lula pontuou que as tarifas afetam negativamente a economia dos dois países e ressaltou que a manutenção das negociações é o melhor caminho bilateral.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o presidente americano concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e sugeriu que as equipes técnicas dos dois governos voltem a se reunir o mais brevemente possível.
"Combinamos de reservar dia e hora para falarmos na semana que vem.
Ele disse que era a determinação do presidente Trump.
Ficamos de alinhar a primeira conversa.
Deveremos ajustar o caminho das negociações.
Serão retomados os diálogos diretamente", disse o ministro Márcio Elias.
Tarifaço Há pouco mais de um mês, os Estados Unidos aplicaram duas tarifas adicionais ao Brasil.
No primeiro caso, foi aplicada uma adicional de 25% a produtos brasileiros depois de investigação do governo dos Estados Unidos concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os americanos.
Entre os exemplos citados na investigação estiveram o PIX e a regulação de plataformas digitais.
Depois, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa extra de 12,5% às exportações brasileiras.
A decisão foi resultado de outra investigação que concluiu que o Brasil e outros países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
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