Vale (VALE3): UBS BB eleva preço-alvo, mas ainda vê 3 entraves para a ação; confira
O UBS BB elevou o preço-alvo para a Vale (VALE; VALE3) de US$ 16 para US$ 16,50, implicando um potencial de valorização de 13% sobre o preço de fechamento anterior. O preço em dólar corresponde às ADRs (recibos de depósitos americanos) negociadas na Bolsa de Nova York ( NYSE ), sob o ticker VALE .
Apesar da recente fraqueza no preço da ação, o banco sustenta uma postura cautelosa em relação à mineradora. A recomendação neutra foi mantida, indo na contramão de casas como o Bradesco BBI, que vê uma assimetria entre riscos e oportunidades mais favorável após a recente queda das ações da Vale.
Os analistas do UBS BB ponderam que a mineradora evoluiu para uma tese ligada a macroeconomia e metais, tendo perdido em grande medida sua correlação com o minério de ferro . Em vez disso, a ação passou a operar como uma “aposta dupla” nos fluxos para mercados emergentes (EM) e metais.
O banco mantém o sinal de alerta, tendo em vista falta de ventos macroeconômicos favoráveis, fundamentos frágeis do minério de ferro (com preços já em torno de US$ 95 por tonelada), e suporte de avaliação limitado.
Ainda que a Vale Base Metals (VBM), a unidade voltada para a produção de minerais não ferrosos, incluindo as operações de níquel e cobre, seja uma das histórias de recuperação mais convincentes do mercado de metais básicos e de crescimento do cobre, na visão do UBS BB, o longo prazo provavelmente impedirá que investidores a precifiquem totalmente, principalmente diante da pressão sobre o mercado de minério de ferro.
Um dos debates levantados pelos analistas do UBS BB é sobre uma eventual listagem da Vale Base Metals, unidade avaliada como uma “ótima história”. De acordo com o banco, a VBM esteve presente na maioria das interações com investidores da Vale no último ano, uma mudança relevante em relação aos anos anteriores, quando a ação era amplamente vista como uma exposição pura ao minério de ferro.
“A administração vem posicionando a Vale como uma história de ‘dois motores’, com a VBM funcionando como a frente de ‘crescimento gerador de valor’, enquanto o minério de ferro permanece como a fonte de geração de caixa”, dizem os analistas.
Para os analistas, a realidade é que a parte da história relacionada à VBM está, de fato, indo muito bem, sustentada por três principais fatores:
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