Preços do diesel e da gasolina da Petrobras estão mais baixos do que no exterior
Com as altas recentes do petróleo e as margens de refino globais próximas de recordes históricos, os preços dos combustíveis da Petrobras têm ficado mais pressionados nas últimas semanas.
Os valores do diesel e da gasolina da estatal estão mais baixos do que os praticados no exterior desde fevereiro.
O movimento se intensificou com a guerra no Oriente Médio, a partir de 28 de fevereiro, que elevou a cotação do petróleo e aumentou as margens de refino.
Na quinta-feira (20), o petróleo do tipo Brent subiu 2,43%, quinta alta seguida, cotado a US$ 91,97 o barril.
O avanço foi impulsionado por ameaças do presidente americano Donald Trump, que declarou “guerra econômica” ao Irã.
Trump disse que irá promover a “operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país”.
A guerra é um dos fatores que pressionam os preços do diesel, com ataques a estruturas de energia no Oriente Médio, prejudicando o balanço global entre oferta e demanda.
Segundo o Goldman Sachs, ainda que as margens de refino estejam perto do recorde e os fatores de utilização de refinarias beirem os 97%, há fatores que limitam a produção de derivados.
As margens globais dos produtos refinados aumentaram nos últimos dois meses e registram alta de US$ 30 em relação a igual período do ano passado, disse o Goldman em relatório.
A alta se explica pela escalada de tensões no Oriente Médio, por ataques contínuos às refinarias russas e recuperação gradual da demanda global.
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