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Técnicas extras na fertilização in vitro nem sempre aumentam chance de gravidez, diz estudo

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Técnicas extras na fertilização in vitro nem sempre aumentam chance de gravidez, diz estudo

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Acrescentar técnicas a um tratamento de FIV (fertilização in vitro) não significa necessariamente aumentar a chance de engravidar ou de ter um bebê. Essa é a conclusão de uma revisão sistemática com meta-análise publicada em julho na revista The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health.

Apenas três técnicas apresentaram algum sinal de benefício em determinado desfecho, mas também com evidências consideradas limitadas.

As dez intervenções analisadas têm objetivos diferentes. Algumas procuram melhorar a qualidade ou a seleção dos embriões ; outras tentam favorecer a implantação no útero ou modificar fatores imunológicos. Embora sejam frequentemente apresentadas como formas de aumentar a probabilidade de sucesso do procedimento, elas não contam com o mesmo nível de evidência científica ou de uso na prática clínica.

Entre as estratégias voltadas diretamente para a seleção embrionária está o PGT-A, teste realizado em células biopsiadas do embrião antes da transferência para avaliar o número de cromossomos e auxiliar na seleção embrionária. O objetivo dessa estratégia é, entre outras, reduzir abortamentos e o número de transferências necessárias para alcançar a gravidez.

Já o teste de receptividade endometrial tem outro objetivo: analisar características do endométrio, tecido que reveste internamente o útero, para identificar o período em que ele estaria mais receptivo à implantação do embrião.

Por sua vez, o endometrial scratching, também chamado de lesão endometrial em português, provoca uma pequena lesão no endométrio na tentativa de estimular um processo de reparação que favoreceria a implantação. Atualmente, não é recomendado como rotina.

Há ainda o PRP intrauterino, procedimento experimental que consiste na aplicação de plasma rico em plaquetas obtido do sangue da própria paciente diretamente no útero, para melhorar o desenvolvimento e a receptividade do endométrio. Também experimental, o plasma rico em plaquetas pode ser aplicado diretamente nos ovários. Já no PRP intraovariano, a intenção é melhorar a função ou a resposta dos ovários ao estímulo.

Outra linha parte de uma hipótese relacionada ao sistema imunológico e à implantação do embrião. Os intralipídios são uma emulsão de gordura administrada por via intravenosa para, supostamente, interferir em mecanismos imunológicos envolvidos na implantação. Não são considerados tratamento de rotina.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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